Balão de optimismo esvaziado, ou só uma pausa?

Alguém vai ter de ceder, não se sabendo qual a parte mais obstinada, sendo mais provável que em último caso quem irá ceder serão os Bulls, que serão algo amparados pelo FED amigo e o seu novo lado dovish.

Ainda com o oxigénio do “acordo” alcançado entre os EUA e o México, com vista a minorar a questão da entrada de imigrantes ilegais nos EUA, que levou Trump a suspender por tempo indeterminado as tarifas alfandegárias de 5%, para começar, sobre os produtos importados do México, os investidores puxaram por Wall Street nos primeiros minutos da sessão de ontem rumo a novos máximos, contudo depressa o entusiasmo requentado esmoreceu e os índices norte-americanos encetaram um movimento descendente que só parou perto da hora de almoço local, quando o mercado atingiu os mínimos do dia, já em território negativo. Após isso os Bulls ainda esboçaram uma reacção, mas no final os valores aproximaram-se do patamar mais baixo da sessão, dominando um sentimento de pouco interesse em levar os índices para qualquer um dos lados.

Aliás, ritmo que poderá ser uma constante nos próximos dias, na ausência de notícias sobre a guerra comercial que está para durar, até porque ontem o presidente norte-americano voltou a frisar que não tem pressa alguma em retomar as negociações, pelo menos enquanto a China não aceitar chegar a acordo em quatro ou cinco pontos essenciais, referindo igualmente que se o assunto não ficar resolvido na cimeira do G-20 no final do mês, então as tarifas de 25% sobre os restantes $300 biliões de importações da China entrarão “automaticamente” em vigor, colocando assim pressão na outra parte, que no entanto e como é sabido, não costuma ceder a este tipo de provocação, ou seja alguém vai ter de ceder, não se sabendo qual a parte mais obstinada, sendo mais provável que em último caso quem irá ceder serão os Bulls, que serão algo amparados pelo FED amigo e o seu novo lado dovish.

No final do dia as variações foram residuais e não excederam os -0.05% de perda, com algum destaque apenas para o sector industrial que averbou uma queda de -0.9% no S&P500, devido à desvalorização superior a -5% nos títulos da Raytheon, após Trump ter colocado algumas reservas à fusão desta empresa com a United Technologies devido a uma eventual redução de concorrência.

O gráfico de hoje é do CTT, o time-frame é Semanal

Depois de quebrarem em baixa o canal descendente (linhas azuis), os títulos dos CTT poderão ir testar essa mesma linha de quebra.

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