Banco Africano de Desenvolvimento vai financiar projetos de PME de até um milhão de dólares

Este instrumento de apoio foi apresentado, na cidade da Praia, a representantes da banca e do setor privado por uma equipa técnica do BAD, que está em missão a Cabo Verde, até sexta-feira.

O BAD (Banco Africano de Desenvolvimento) vai financiar projetos das pequenas e médias empresas dos países africanos de língua portuguesa que atinjam pelo menos um milhão de dólares. O financiamento será no âmbito do programa “Compacto para desenvolvimento dos países da África Lusófona”. Segundo Keith Martin, consultor e representante do BAD, o compacto pretende promover o setor privado e as Parcerias Públicas Privadas (PPP) nos PALOP e tem três componentes: assistência técnica, acesso a financiamento e mitigação de risco para aceder ao crédito junto à banca.

Não há um fundo concreto para o compacto. De acordo com Keith Martin o BAD decidiu abrir uma exceção. Se até agora financiava projetos com valores acima de 30 milhões de dólares, dentro do compacto irá focar em “projetos menores” de até um milhão de dólares

O que irá contar para acesso ao financiamento são projetos considerados prioritários para o desenvolvimento. “Devem ser projetos com impactos específicos, nomeadamente no emprego ou num outro sector ou área importante para uma ilha que pode ser considerado dentro do compacto especificou”, precisou. “Pode ser a capacitação de engenheiros, agrónomos, ou pode ser questão mais macro como acesso à crédito e regulamentação das parcerias público-privadas” reiterou o responsável.

De entre as ferramentas de financiamento para o sector privado, Keith Martin apontou os empréstimos de financiado ao comércio. “Para o comércio temos um programa que se chama ‘trade finance facility’ que é justamente para estimular os bancos locais a darem créditos e garantias para o comércio internacional. O BAD também, possui ferramentas de garantia parcial de risco e garantia parcial de crédito para estimular mais acesso ao crédito”, acrescentou.

O instrumento de parceria, que terá a duração de cinco anos renovável, possui ainda ferramentas de garantia parcial de risco e garantia parcial de crédito, para estimular mais o acesso ao financiamento, prosseguiu Keith Martin. “No caso de Cabo Verde, sabemos que o crescimento sustentável e inclusivo do setor privado é uma prioridade muito grande para o Governo e somos parceiros desse processo”, garantiu.

O secretário de Estado para as Finanças de Cabo Verde, Gilberto Barros, salientou o facto de o compacto alargar o leque de possibilidades de financiamento para as empresas do setor privado, enfatizando que o projeto tem de ser viável. “ O projeto terá de ter rentabilidade económica e financeira, o critério número um é este, o investidor tem de ter a capacidade de pagar o empréstimo,” refere Gilberto Barros.

De 7 a 9 de novembro será realizada, em Joanesburgo, na África do Sul, uma “grande conferência” para apresentação de projetos específicos deste compacto, que é uma parceria entre o BAD, Portugal e Brasil para os PALOP.

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