Bancos na corrida à compra do Popular avaliaram défice de provisões até 11 mil milhões de euros

Por outro lado, a administração do Popular previa que o valor não ultrapassasse os 5 mil milhões de euros.

Os bancos que foram sondados ​​para adquirir o Banco Popular durante o processo de venda avaliaram entre 6 mil e 11 mil milhões de euros o défice de provisões que a instituição apresentava para cobrir os seus ativos tóxicos, adiantaram à agência espanhola EFE fontes próximas da antiga equipa de gestão.

Por exemplo, o Bankia estimava que o défice de provisões  era de cerca de 6 mil milhões de euros, enquanto o Santander acreditava que eram 7 mil milhões de euros e o Sabadell quantificava-o em 11 mil milhões de euros. Por outro lado, a administração do Popular previa que o valor não ultrapassasse os 5 mil milhões de euros.

De acordo com as fontes ouvidas pela EFE, todas estas entidades bancárias que mostraram interesse no banco concediam ao Popular uma avaliação negativa, principalmente por causa do custo que poderiam ter as reivindicações antecipadas contra o banco para o aumento de capital lançado em maio de 2016. Durante o designado “Project Noya” os bancos tinha acesso a informações relevantes sobre o Popular através de um data room virtual.

A 7 de junho de 2017, o Banco Santander anunciou a aquisição de 100% do Banco Popular por um euro. O maior banco de Espanha disse, nessa manhã, que tinha previsto um aumento de capital de aproximadamente sete mil milhões de euros que cobriria “o capital e as provisões necessárias para reforçar o balanço do Banco Popular”, de acordo com a nota enviada na altura à Comissão de Comissão de Mercado de Valores (CMVM).

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