O artista de rua britânico Banksy financiou um navio para resgatar refugiados que tentavam chegar à Europa vindos do norte da África, avança o “The Guardian” esta sexta-feira, 28 de agosto.
A embarcação, batizada de Louise Michel em homenagem a uma anarquista feminista francesa, partiu em segredo no dia 18 de agosto do porto espanhol de Burriana, perto de Valência, e está agora no Mediterrâneo Central, onde na quinta-feira resgatou 89 pessoas que estavam em perigo.
Depois do salvamento, os refugiados aguardam um porto seguro que os receba ou a transferência para um navio da guarda costeira europeia.
O navio, de 31 metros, financiado por Banksy tem a marca do artista, está pintado a rosa e contém obras de arte do britânico como a de uma menina num colete salva-vidas a segurar uma boia de salvamento em forma de coração. A desvantagem deste barco é ser mais pequeno do que outras embarcações de regaste. Por outro lado, a vantagem é ser mais rápido.
O envolvimento de Banksy na missão de resgate remonta ao ano 2019, quando enviou um email para Pia Klemp, uma antiga capitã de vários barcos de organizações sem fins lucrativos que resgataram milhares de pessoas nos últimos anos.
“Eu sou um artista do Reino Unido e fiz alguns trabalhos sobre a crise dos emigrantes, obviamente não posso ficar com o dinheiro. Conseguias usar o dinheiro para comprar um novo barco ou algo assim?”, perguntou Banksy a Pia Klemp por email.
Por sua vez, Pia Klemp, que inicialmente achou que fosse uma piada, acredita que foi escolhida por Banksy devido pela sua postura política. “Não vejo o resgate marítimo como uma ação humanitária, mas como parte de uma luta antifascista”, garantiu ao “The Guardian”.
Sobre o funcionamento do barco, Pia Klemp explicou que “Banksy não vai fingir que sabe melhor do que nós administrar um navio, e não vamos fingir que somos artistas”.
