BBVA revê em alta estimativa do crescimento da economia portuguesa para 1,7% este ano

Numa nota de research, o BBVA antecipa que a desaceleração do consumo este ano seja compensada por um aumento no investimento.

O BBVA estima que o Produto Interno Bruto (PIB) português cresça para 1,7% este ano e no próximo, mais do que 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que na anterior projeção.

“Em 2019, espera-se que a desaceleração do consumo seja compensada pelo aumento observado no investimento, enquanto que para o ano seguinte se prevê que a melhoria no setor das exportações se mantenha em contexto de recuperação da procura global”, refere uma nota de research do BBVA, assinada por Angie Suárez, divulgada esta segunda-feira.

A analista do banco justificam ainda que uma política monetária mais acomodatícia e preços do petróleo mais baixos deverão contribuir positivamente para o crescimento da economia portuguesa ao impulsionar a procura externa.

“O PIB de Portugal surpreendeu pela positiva no primeiro trimestre do ano, crescendo 0,5% trimestre/trimestre, duas décimas acima do esperado pelo BBVA Research e do progresso trimestral médio observado no segundo semestre de 2018”, acrescenta.

O BBVA destaca ainda que a aceleração do crescimento da economia portuguesa no primeiro trimestre “foi sustentada pelo forte aumento na formação bruta de capital, que compensou não só a aceleração das contribuições negativas do setor externo como as despesas de consumo nacional”. A partir deste cenário, o BBVA estima que o crescimento da economia portuguesa se situou em cerca de 0,4% em cadeia no segundo trimestre, “em resultado do aumento da procura interna e de melhorias no setor externo”.

“Prevê-se também que a recuperação continue a contribuir para a redução do défice público até alcançar um equilíbrio (0,0% do PIB) no final do ano”, refere, acrescentando que “doravante, espera-se que a forte queda observada nas taxas de juro que alimentam a economia portuguesa melhore o custo do financiamento às famílias, empresas e setor público, o que deveria apoiar o crescimento da procura interna durante os próximos trimestres”.

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