BCP convoca obrigacionistas sobre eventuais prejuízos com fusão da Sadamora e Enerparcela

A Assembleia Geral realiza-se no próximo dia 30 de novembro, de acordo com um comunicado do banco enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Miguel A. Lopes/Lusa

O BCP anunciou esta sexta-feira que convocou uma assembleia geral de obrigacionistas para o próximo dia 30 de novembro. Na agenda está a discussão sobre eventuais prejuízos com a fusão das imobiliárias Sadamora e Enerparcela no banco. A reunião realiza-se às 9h45 desse dia, na sede do Taguspark, de acordo com um comunicado do banco enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na nota divulgada pelo regulador, a instituição bancária salienta que os obrigacionistas podem pedir que lhes sejam facultadas informações “verdadeiras, completas e elucidativas” sobre o negócio e solicitar a inclusão de propostas para deliberação.

Em relação à fusão, o BCP refere que, em conjunto com a Sadamora e Enerparcela, prevê reestruturar e avançar para uma operação de concentração. O banco liderado por Miguel Maya justifica a integração com “razões de natureza regulamentar e estratégica” e pretende obter benesses comerciais deste acordo.

“O presente projeto, enquadrado no processo de reestruturação e simplificação de estrutura das sociedades imobiliárias que integram o grupo BCP é justificado, no fundamental, por razões de natureza regulamentar e estratégica”, pode ler-se na nota publicada esta manhã pelo regulador.

A operação estabelece a transferência de todos os ativos e passivos das duas sociedades –detidas por fundos imobiliários que fazem parte da carteira do BCP desde 2013 – para o banco.

O Millennium bcp apresentou ontem tarde os resultados da sua operação durante os primeiros nove meses e registou um lucro de 257,5 milhões no acumulado do ano até setembro, o que traduz um aumento de 93,1% em termos homólogos. A margem financeira cresceu cerca de 3%, para 1.562,9 milhões de euros em termos consolidados. Na atividade em Portugal, a margem financeira situou-se nos 595,8 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, face aos 591,8 milhões contabilizados no período homólogo do ano anterior.

A subida dos lucros levou as ações do BCP a negociar em terreno positivo ao longo da sessão de hoje, tal como anteciparam os analistas do CaixaBank BPI Research. Os títulos estão a disparar 3,15%, para 0,2554 euros [13h55].

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