Behogitor quer dar novo uso ao tronco da bananeira e prevê instalar fábrica na Madeira em 2019

A empresa tem planos para absorver pelo menos 200 mil troncos de bananeiras, para produzir folheados que podem ter aplicação em áreas como o mobiliário.

A Behogitor é uma empresa madeirense que vai aproveitar os troncos de bananeira para produzir três tipos de folheado: opaco, translúcido e em fórmica. Os quais podem ter aplicação em áreas como o mobiliário, artigos de design e indústria automóvel.

A empresa possui a licença de produção, de uma tecnologia da Martinica, para a Península Ibérica, e pretende absorver pelos menos 200 mil troncos de bananeira, de um total de 800 mil disponíveis na Madeira, para produzir um produto 100% natural, reciclável, e que não leva qualquer tipo de químico.

O projeto, dirigido pelos irmãos João e Nélio Sousa, prevê ainda o pagamento direto aos produtores dos troncos da bananeira, entre 150 a 200 mil euros, a abertura de uma fábrica, na Zona Franca, prevista para meados de 2019, e ainda a criação de 15 postos de trabalho.

“Eu faço trail. Estava numa levada e pensava numa maneira de ajudar a dinamizar a economia. Passando por uma zona cheia de bananeiras pensei no que poderia ser feito com aquele produto em abundância na ilha. Fui à internet encontrar formas de utilizar esse recurso para fazer algo”, explica João Sousa, sobre o momento que veio a originar o conceito que a Behogitor vai executar na Madeira.

A ideia começou a ser planeada sensivelmente há dois anos quando os irmãos descobriram uma empresa na Martinica, que desenvolveu uma tecnologia que reutilizava o tronco da bananeira.

“Vimos que era viável. Analisamos os números no sentido de verificar se era possível implementar o conceito na Madeira”, realçou João Sousa, um dos sócios da Behogitor, sobre o processo que levou à implementação da empresa. “Verificamos que seria mais rápido ir buscar uma tecnologia que já existe do que estar a começar algo de novo”, complementa Nélio Sousa, também sócio da empresa.

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