Benefícios fiscais e segurança convidam estrangeiros a fixar residência em Portugal

O ano passado registou-se um aumento de 2,32% para 397.731 no número de cidadãos estrangeiros a residir em Portugal. Os imigrantes brasileiros continuam a ser a maior comunidade estrangeira com título de residência no país, mas assiste-se a um aumento da imigração do Reino Unido, que ultrapassou a de Angola.

Reuters

Há cada vez mais cidadãos estrangeiros a fixar residência em Portugal. Os números do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) refletem uma inversão na tendência de queda que se vinha a registar desde 2010, explicada por dois factores que convidam à entrada da comunidade imigrante em território português: regime fiscal atrativo e segurança.

Segundo avança o jornal Diário de Notícias, o ano passado registou-se um aumento de 2,32% para 397.731 no número de cidadãos estrangeiros a residir em Portugal. Os imigrantes brasileiros continuam a ser os que representam a maior comunidade estrangeira com título de residência no país, mas assiste-se a um aumento da imigração do Reino Unido, que ultrapassou em 2016 a de Angola.

“Como principais fatores explicativos para o aumento registado concorrem dois fatores de atratividade, como a percepção de Portugal como um País seguro, bem como as vantagens fiscais decorrentes do regime para o residente não habitual”, pode ler-se no relatório e Imigração, Fronteiras e Asilo do SEF, a que o DN teve acesso.

Os estrangeiros que solicitem residência fiscal em Portugal beneficiam de uma série de vantagens fiscais, como a taxa de IRS reduzida, por um período de 10 anos, de acordo com o regime fiscal aprovado em 2009. Uma das fontes de entrada de imigrantes no país continuam a ser as Autorizações de Residência para Investimento (ARI), conhecidos como “Vistos Gold”. Só em 2016, o SEF registou 1.329 pedidos, com a China (848) a liderar a lista, seguida do Brasil (142), a África do Sul (62), a Rússia (51) e a Jordânia (35).

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