Bielorrússia será o primeiro país a receber a vacina russa “Sputnik V”

O povo bieolorrusso poderá fazer parte da fase três de ensaios clínicos de forma voluntária. A “Sputnik V” deverá começar a ser produzida em massa em setembro e distribuída em janeiro de 2021.

Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O governo de Lukashenko tem o apoio declarado de Putin

A Bielorrússia vai ser o primeiro país a receber as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Rússia, a Sputnik V.

De acordo com a notícia avançada pela agência de comunicação estatal do país “Belarusian Telegraph Agency” (BeITA), Alexander Lukashenko e Vladimir Putin chegaram a um acordo, esta segunda-feira, que assegura ao país de leste as primeiras doses do fármaco. Embora esteja confirmada a encomenda, não foram avançados detalhes sobre a quantidade e quando serão entregues as primeiras vacinas. Sabe-se, porém, que a produção industrial do antivírus russo vai começar em setembro e que, segundo o Ministério da Saúde da Rússia, vai entrar em circulação a 1 de janeiro de 2021.

Os dois presidentes concordaram ainda que o povo bieolorrusso poderá fazer parte da fase três de ensaios clínicos de forma voluntária. Esta é a fase mais crítica e determinante pois é a altura em que o antivírus é testado em larga escala, onde são detectados efeitos secundários e é comprovada a eficácia da mesma.

O comunicado avançado pela “BeITA” acrescenta ainda que o acordo centra-se em reforçar a  “cooperação bilateral” entre os dois Estados, numa altura em que a Bielorrussia atravessa uma crise política e social depois das eleições presidenciais que deram a sexta vitória consecutiva a Lukashenko, que se encontra no poder há 26 anos. O país enfrenta a terceira semana de protestos que exigem por um país mais democrático e denunciam os atos de violência e de fraudes no processo eleitoral.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, há cerca de duas semanas, que a Rússia se tornou no primeiro país do mundo a registar uma vacina contra a Covid-19, depois de a Sputnik V ter sido testada durante dois meses em humanos e de ter sido administrada a uma das filhas do chefe de Estado russo. De acordo com o chefe de Estado russo, a vacina russa é “eficaz” e superou todas as provas necessárias assim como permite uma “imunidade estável” face ao Covid-19, apesar de não ter passado pela fase três de ensaios clínicos.

Além da Bieolorrusia, existem outros países interessados em adquirir doses do antivírus russo. Segundo Kirill Dmitriev, presidente do conselho de administração do Russian Direct Investment, o fundo soberano russo envolvido na investigação científica e no financiamento das pesquisas, já foram pré-encomendadas “mais de um milhão de doses” por “20 países estrangeiros”.

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