Bolsa de Lisboa acaba 2018 no ‘verde’

Apesar do ano de volatilidade e perdas significativas, a praça lisboeta encerrou com um ganho de 1,81%, para 4.731,47 pontos.

A bolsa portuguesa terminou o ano em terreno positivo. No fecho (antecipado) da sessão desta segunda-feira, dia 31 de dezembro, o principal índice português, PSI 20, registou uma subida de 1,81%, para 4.731,47 pontos.  A maioria das cotadas prepara a abertura do champanhe no ‘verde’.

Um dos destaques da sessão foi a EDP Renováveis, que fechou com uma subida de 2,91%. A empresa anunciou, antes da abertura do mercado, que concluiu um acordo com a Axium Infrastructure, para a venda de uma participação acionista representativa de 80% do capital social relativo a um portefólio de ativos eólicos onshore nos Estados Unidos da América e Canadá.

A casa-mãe (EDP – Energias de Portugal), a REN – Redes Energéticas Nacionais e a Galp Energia somaram 2,35%, 1% e 0,95%, respetivamente. As empresas da pasta e do papel Altri (+3,20%), Navigator (+1,52%) e Semapa (+2,66%) terminam 2018 também animadas, bem como o BCP sobe 0,50% (para 0,22 euros) e a Corticeira Amorim.

“Os mercados de ações europeus fecham a última sessão de 2018 em alta ligeira, sem escapar às perdas acumuladas no ano. A motivar os investidores hoje esteve o aliviar das tensões comerciais Estados Unidos/ China, onde Trump destacou o “grande progresso” nas conversações com a China após chamada telefónica com o líder chinês. Como seria de esperar a sessão foi de volumes fracos, também com poucas notícias para digerir”, refere Ramiro Loureiro, trader do Millennium bpc.

No retalho – também no foco dos investidores, perante a subida nas vendas da época natalícia, comummente benéfica para este segmento de atividade –, o sentimento é igualmente otimista. A Sonae avançou 1,82% (para 0,81 euros) e a Jerónimo Martins cresceu 1,57% (para 10,34 euros). Apesar destes ganhos, na liderança esteve a construtora Mota-Engil, com um disparo de 3,60%.

No entanto, os títulos da Sonae Capital e da F. Ramada encerraram em contraciclo, com desvalorizações de 0,70% (para 0,85 euros) e 1,32%, pela mesma ordem.

“Neste ano bolsista de 2018 que hoje termina, o mercado nacional apresentou uma trajetória de carácter descendente, tendo o mínimo do PSI20 sido atingido no dia 27 de dezembro (4551) e o máximo intradiário no dia 22 de maio (5801)”, recordam os analistas do CaixaBank/BPI Research, no habitual Diário de Bolsa.

Notícia atualizada às 13h37

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