O mercado nacional encerrou em baixa (PSI 20 desceu 0,47% para 5.528,5 pontos), contrariamente às bolsas europeias que terminaram em terreno positivo.
O retalho e a indústria sofreram quedas e marcaram o compasso da bolsa lisboeta.
O comportamento da Jerónimo Martins foi um dos maiores catalisadores da queda, tendo caído mais de 3% para 12,370 euros.
Segue-se a Sonae que deslizou -2,28%; a Corticeira Amorim que perdeu -1,75%; a papeleira Altri que desceu -1,48%; a construtora Mota Engil que caiu -1,20% e a EDP que desvalorizou -1,16% para 3,4 euros (ainda assim acima do preço da OPA).
Pelo contrário, a Sonae Capital liderou os ganhos, após a empresa ter comunicado que vendeu uma parcela do empreendimento de Tróia a uma empresa francesa, a Lagune Troia, por 20 milhões. A empresa informou ainda que o projeto da Lagune “assenta no desenvolvimento de um Luxury Resort, elevando a qualidade dos projetos a desenvolver na região.”
De salientar ainda as valorizações da EDPR (+0,96%), do BCP (0,90% para 0,2574 euros) e da Galp (+0,80%).
No plano macroeconómico, o INE informou hoje que em Portugal a taxa de inflação situou-se em junho abaixo da média europeia nos 1,60%.
Na Europa destaque para o índice global EuroStoxx 50 que subiu 0,89% para 3.395,6 pontos. O Dax alemão subiu 1,06% para 12.306 pontos; o CAC 40 subiu 0,91%; o índice da bolsa de Londres subiu 0,28% para 7.636,9 pontos; ao passo que o espanhol IBEX ascendeu 0,35% para 9.622,7 pontos e a bolsa de Milão subiu 0,90%.
O facto dos lideres europeus terem chegado a acordo sobre a política migratória acabou por ajudar ao sentimento dos investidores, e é isso também que justifica a reação em alta do euro face ao dólar (+0,91% para 1,1674 dólares).
Em Espanha o setor bancário viveu uma sessão animada. O CaixaBank disparou 3,32%; o Sabadell fechou em alta de 1,74%; o Santander também beneficiou (+ 0,39%). Isto um dia depois de se saber que o banco espanhol acordou a venda de 80% do portefólio de imobiliário a uma empresa pertencente à Lone Star Fund X e Lone Star Real Estate Fund V. A venda terá um impacto positivo de 30 pbs no rácio CET1 fully-loaded; poupanças (antes de impostos) de 550 milhões em 2019-2021.
O Deutsche Bank, que até chegou a subir mais de 4%, fechou em terreno positivo (+1,77%) mesmo com o ‘chumbo’ nos testes de stress da Fed.
“Os mercados europeus negociaram hoje em alta, num dia marcado por uma liquidez inferior ao habitual, uma tendência que caracterizou a semana”, dizem os analistas do BPI.
“Os produtores de matérias-primas lideraram os ganhos. A Anglo American informou que espera que os resultados dos primeiros 6 meses do ano sejam pelo menos 20% superiores aos do mesmo período do ano anterior. A empresa mineira subiu mais de 4%”, diz o research do BPI.
Em termos de indicadores económicos, o Eurostat informou que a taxa de inflação na Zona Euro aumentou de 1,90%, em maio, para 2%, em junho.
Os juros soberanos caíram na Alemanha no prazo referência (10 anos) 1,7 pontos base para 0,302%. Os juros periféricos também caíram com o acordo alcançado sobre a política migratória. Portugal viu os juros das OT a 10 anos caírem 4,6 pontos base para 1,787%; Espanha também, os juros descem 4,4 pontos base para 1,321% e Itália foi a mais beneficiada com as notícias do acordo europeu, pois os seus juros desagravaram 10 pontos base para uma yield de 2,680%.
O petróleo sobe quer em Londres (Brent +2,06% para 79,45 dólares o barril), quer nos Estados Unidos (WTI sobe 1,12% para 74,27 dólares).
(atualizada)


