Brandchitecture: Espaços de trabalho com o ADN da empresa

O atelier Openbook tem-se destacado como um escritório de arquitetura de referência na concetualização do “espaço de trabalho futuro”, como espaço criativo, atrativo e funcional, tendo assinado projetos que são uma referência nacional e internacional.

A Deloitte Hub, a Sede da Vodafone Madrid, a sede da Abreu Advogados, a sede dos CTT, a sede da Everis, da Nokia, mais recentemente, a sede da VdA, Viera de Almeida e Associados em colaboração com a PLMC Arquitetos, são algumas das obras relevantes da Openbook, um atelier de arquitetura que se tem vindo a distinguir pelos seus projetos arrojados em matéria de escritórios.

Com 10 anos no mercado, a Openbook liderada por quatro partners: Paulo Jervell, Rodrigo Sampayo, João Cortes e Pedro Pires, tem experiência em Portugal e em diversos mercados internacionais, conta com cerca de 30 colaboradores e opera essencialmente através de Lisboa-Portugal, e de São Paulo-Brasil, estando envolvida em projetos em diversos países como por exemplo Espanha, Suíça, Angola, Moçambique e Perú. Apesar de se ter vindo a distinguir na área de escritórios, apresenta um vasto portfolio em áreas como a habitação, turismo, equipamentos de educação e desporto, centros comerciais, logística, comércio e indústria, projetos urbanísticos, sendo no entanto, especialista nas áreas de edifícios corporativos e Unidades de Saúde/Hospitalares.

Paulo Jervell, partner da Openbook, revela que a reabilitação de edifícios em Portugal tem sido um desafio para as empresas e para os arquitetos. “Estes imóveis permitem uma abordagem inovadora na conceção de novas sedes corporativas, muitas vezes com a introdução de um caráter único que um tradicional edifício de escritórios terá mais dificuldade em incorporar”, explica.

O responsável adianta que o atelier tem oferecido aos seus clientes algumas localizações alternativas que anteriormente não teriam sido consideradas, exatamente por se tratarem de zonas onde a proximidade ao rio a existência de edificações fora do normal, permitem a criação de um produto diferenciado. “A zona de entre Santos-o-Velho e o Cais do Sodré tem sido alvo de uma enorme atratividade, bem como a zona entre a Praça do Comércio e a Estação de Santa Apolónia que, com a introdução do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, objeto de uma reabilitação profunda. Estas zonas confirmam o crescente interesse por zonas alternativas onde também a acessibilidade é um fator fundamental ao sucesso da reabilitação urbana”, salienta Paulo Jervell.

A Openbook tem vindo a trazer uma abordagem diferenciadora integrada, com uma gestão de 360 graus, onde a arquitetura, a engenharia, a consultoria e a gestão financeira do projeto, são partes integrantes e interativas indissociáveis ao sucesso do projeto.

Para Paulo Jervell, a arquitetura não assume exclusivamente a criatividade de projeto, mas opera como um consultor capaz de ter uma visão global e interpretar os sinais que o cliente e o mercado transmitem. “Esta visão permite-nos ser detentores de uma oferta de mercado única e de grande valor acrescentado, alargando o seu negócio a áreas diferenciadas com uma grande maior-valia para o cliente e para o projeto global”, admite.

Os espaços de trabalho do futuro

Ao longo da sua história, a Openbook tem-se destacado como um escritório de arquitetura de referência na concetualização do “espaço de trabalho futuro”, como espaço criativo, atrativo e funcional, que proporciona aos seus colaboradores a qualidade que se reflete na eficácia da forma de trabalhar e interagir entre si, potenciando a atividade da empresa, o cross-selling e o seu consequente crescimento.

“A Openbook desenvolveu o conceito de ‘Brandchitecture’ que se traduz na utilização do espaço de trabalho como veiculo de transmissão do ADN da empresa, dotando o espaço de caraterísticas únicas, fazendo os colaboradores “respirarem” os seus valores impregnando-os em cada membro que aí habita e trabalha. Entendemos que o cliente tem cada vez mais consciência de que ter a marca impregnada na arquitetura do seu espaço é um grande valor acrescentado para a empresa. É um fator de agregação entre empregador e colaborador, sendo ainda um added-value intangível a adicionar à remuneração tangível”, refere.

Sobre o atual estado da arquitetura, Paulo Jervell revela que a crise passada, transportou o serviço de arquitetura para níveis de remuneração extraordinariamente baixos, estando o mercado inundado de prestadores de serviço, na grande maioria pouco qualificados e pouco estruturados, que numa perspetiva de sobrevivência, baixaram os honorários para níveis nunca antes vistos. A arquitetura atualmente é encarada como uma ‘necessidade’ não tendo o mercado detetado ainda a maior-valia de ter um serviço de qualidade”, salienta.

Outro dos problemas que o mercado de arquitetura tem é na opinião do responsável, o nível de exigência nos concursos, os clientes exigem praticamente um projeto completo para tomar a decisão de seleção de equipa a contratar, o risco de investimento é demasiado grande versus o retorno que o resultado pode vir a gerar. Para Paulo Jervell, a profissionalização da atividade não pode deixar a criatividade para segundo plano, “o resultado final tem de ser profundamente criativo, só assim será inovador”.

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