Brisa acusa SVP Global de se ter retirado de um acordo para fazer especulação

Brisa repudiou esta tarde, em comunicado, a postura especulativa da SVP Global. “Retirar a concessão é uma ameaça típica de um hedge fund” diz a empresa.

A Brisa, na sequência da notícia publicada hoje no Jornal Económico e no Jornal de Negócios, que deu conta da possibilidade de um grupo de credores em retirar as concessões Brisal e Douro Litoral à Brisa, disse em comunicado que “retirar a concessão é uma ameaça típica de um hedge fund”.

A empresa portuguesa de concessões de autoestradas acusa a SPV Global de se comportar “como um investidor especulador”, porque rompeu unilateralmente um acordo celebrado com a Brisa e que passava por um hair-cut da dívida e um desconto nos custos de operação e manutenção das autoestradas.

Neste contexto, a Brisa repudia a “rentabilidade injustificada” exigida agora pela SVP Global e restantes credores.

“Este hedge funds adquiriram a dívida ‘a desconto’ por cerca de 330 milhões de euros e agora exigem uma recompra por um valor da ordem dos 750 milhões de euros, um ganho de cerca de 100%.

Segundo noticiou o Jornal Económico, o grupo de credores comprou a dívida que aquelas duas concessionárias tinham para com a banca, no valor de 1,6 mil milhões de euros. O grupo de credores comprou assim a dívida com um desconto de 79,5%.

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Fitch melhorou o rating da Brisa para “A-“

Com esta notação, a Brisa passa a ser, atualmente, a única empresa avaliada a ter uma classificação de rating de nível “A”, mais distante da classificação de “lixo”.
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