O grupo IAG, que detém a British Airways, fez saber esta segunda-feira, 8 de julho, que o gabinete do comissário de informação (ICO, sigla britânica) propôs uma multa de 204 milhões de euros a pagar, por causa do roubo de dados de cerca de 380 mil cartões de crédito de clientes da companhia aérea britânica em setembro de 2018.
“Os dados pessoais das pessoas são apenas isso – pessoais. Quando uma organização falha em protegê-los contra perda, dano ou roubo, é mais do que uma inconveniência. É por isso que a lei é clara – quando se recebe dados pessoais, é preciso protegê-los. Aqueles que não o fizerem, vão enfrentar o escrutínio do meu escritório”. É desta forma que a comissária de informação da ICO, Elizabeth Denham, justificou a coima proposta, sobretudo por infrações no Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).
Após o comunicado da ICO, o presidente da Britishi Airways, Alex Cruz, mostrou-se “surpreso” e “desapontado”, em comunicado. Já o presidente executivo da IAG, Willie Walsh, anunciou a intenção de apelar contra referida multa – a transportadora aérea tem 28 dias para contestar.
“A British Airways respondeu rapidamente ao ato criminoso do roubo dos dados de clientes e não encontrou evidências de atividade fraudulenta nas contas afetadas por esse roubo”, lê-se no comunicado.
A multa proposta equivale a 1,5% da faturação da empresa mundial no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2017.
O episódio que originou esta coima, terá ocorrido entre o dia 21 de agosto e o dia 5 de setembro, quando cerca de 380 mil pagamentos à British Airways efetuados online através de cartão de crédtito foram alvo de um “sofisticado” ato de pirataria informática. Segundo a companhia de aviação, os pagamentos afetados foram efetuados através da página da internet e da aplicação móvel da British Airways.
