Bruxelas divulga hoje previsões económicas intercalares de verão

A Comissão Europeia divulga esta quinta-feira, em Bruxelas, as previsões económicas intercalares de verão, que contemplam estimativas de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação em todos os Estados-membros.

Nas anteriores previsões, da primavera, divulgadas em maio, o executivo comunitário previa que o crescimento da economia portuguesa permanecesse “robusto”, após a “forte aceleração” de 2,7% do PIB em 2017, mas abrandasse este ano e no próximo, ao avançar 2,3% e 2%, respetivamente (no caso de 2019 abaixo das expectativas do Governo, que previa um crescimento de 2,3% tanto em 2018 como em 2019).

Já a nível da inflação em Portugal, Bruxelas estimou na primavera que abrandasse para 1,2% este ano e recuperasse para 1,6% no próximo, em resultado dos aumentos salariais graduais que devem puxar pelos preços dos bens.

O executivo comunitário atualizará hoje as suas previsões relativamente a estes dois indicadores, os únicos contemplados nas previsões intercalares (de inverno, em fevereiro, e do verão, em julho), de acordo com o novo mapa de previsões económicas adotado este ano pela Comissão, que publica previsões macroeconómicas completas na primavera e no outono, para alinhar o seu calendário com o de outras instituições, designadamente Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

As previsões serão apresentadas na sede da Comissão Europeia às 10:00 de Lisboa pelos comissários dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, e do Euro, Valdis Dombrovskis.

Recomendadas

Lei ‘Uber’: PCP vai propor revogação da lei

“Consideramos que já muito mal foi feito, mas ainda vamos a tempo de evitar o agravamento de problemas e a situação gravíssima que está em perspetiva para aquele setor”, anunciou o deputado Bruno Dias.

Turismo: receitas subiram 13% até julho para 8,9 mil milhões de euros

Até julho, as exportações da atividade turística ascenderam a 8.913 milhões de euros, mais 12,86% do que nos primeiros sete meses de 2017, segundo os dados da Balança de Pagamentos hoje divulgados pelo banco central.

Novo código dos contratos públicos vai “destruir engenharia portuguesa”, diz associação do setor

Em causa está “o preço mais baixo como principal (ou mesmo único) critério de avaliação de propostas” para serviços de engenharia de obras públicas previsto no novo Código que entrou em vigor em janeiro, diz a Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores.
Comentários