Bruxelas lança novo fundo de 2,1 mil milhões de euros para apoiar startups

O VentureEU deverá chegar a 1.500 empresas da União Europeia. A Comissão Europeia considera que os fundos de capital de risco na Europa são “demasiado pequenos” e compara os 65 milhões de euros europeus, em média, com os 156 milhões de euros nos Estados Unidos.

O comissáruio europeu Carlos Moedas propôs uma iniciativa a favor de startups e scaleups, inserida na estratégia Ciência Aberta, Inovação Aberta e Abertura ao Mundo da Comissão Europeia e, esta terça-feira, Bruxelas anunciou a criação de um fundo de fundos de capitais de risco pan-europeu de 2,1 mil milhões de euros.

O VentureEU, apresentado pela Comissão Europeia e pelo Fundo Europeu de Investimento, deverá chegar a 1.500 empresas da União Europeia, onde os fundos de capital de risco na Europa são “demasiado pequenos”, de acordo com o executivo comunitário. No bloco europeu, representam 65 milhões de euros, em média, e nos Estados Unidos 156 milhões de euros.

“O VentureEU é um elemento central da estratégia de inovação aberta que lançámos há três anos. É essencial para que a Europa continue a ser um líder industrial e um motor económico”, destaca o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas. Por sua vez, Elżbieta Bieńkowska, comissária responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, acredita que o fundo “contribuirá para que as jovens empresas de elevado potencial permaneçam e cresçam na Europa, tirando pleno partido do mercado único”.

Os seis fundos serão apoiados por financiamento da União Europeia no valor de 410 milhões de euros – 200 milhões do Horizonte 2020; 105 milhões do COSME; 105 milhões do Plano Juncker; 67 milhões de recursos próprios do Fundo Europeu de Investimento; e o restante angariado por gestores seleccionados – e deverão mobilizar 2,1 mil milhões de euros em investimentos públicos e privados em empresas inovadoras em fase de arranque e em expansão.

A apresentação deste novo investimento surge cerca de um mês depois de terem entrado em vigor as novas regras em matéria de investimento de capital de risco (EuVECA) e de fundos de empreendedorismo social (EuSEF), que flexibilizam a gestão destes fundos e permitem que mais beneficiem dos seus investimentos, com operações menos onerosas e burocráticas.

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