Cabo Verde: Câmara Municipal de São Vicente proíbe vendas informais em Torrada

“Apesar de sabermos que o comércio informal é extremamente importante para a economia da ilha, mas existem normas a serem seguidas para vendas de produtos, ainda mais alimentícios”, advogou o vereador da Fiscalização, António Carlos da Luz.

A Câmara Municipal de São Vicente vai proibir, a partir desta segunda-feira, a venda informal de produtos alimentícios na zona de Torrada, que deverá ser feito, doravante, apenas nos mercados municipais. A venda, conforme o vereador da Fiscalização, António Carlos da Luz, avançou à Inforpress, está terminantemente proibida neste local, perto da Copa, que no início apenas servia para descargas de produtos, mas depois transformou-se num “mercado a céu aberto” e que faz “concorrência” aos outros mercados, onde os utentes pagam taxas diárias.

“Apesar de sabermos que o comércio informal é extremamente importante para a economia da ilha, mas existem normas a serem seguidas para vendas de produtos, ainda mais alimentícios”, advogou o responsável.

A câmara municipal tomou agora esta medida, mas, segundo a mesma fonte, apresentou alternativas como o mercados de Ribeirinha, central, de Monte Sossego e o da Praça Estrela, que devem ser utilizados para se fazer as descargas, enquanto as vendas passam a ser feitas “apenas nos mercados municipais”.

E como forma de se preparar, uma equipa da câmara esteve nesta sexta-feira no local para uma campanha de sensibilização e que teve, ajuntou, a compreensão das vendedeiras, que, assegurou, “reagiram bem”.

“Elas estão conscientes que ali não reúne as condições de higiene e sanitárias para se fazer essa actividade. Por isso, acredito que não haverá qualquer problema”, considerou José Carlos da Luz, referindo-se a coimas de cinco mil a cem mil escudos, mas que pensam não ter necessidade de aplicar.

Neste sentido, para demover a continuidade desta prática, o vereador aproveitou para apelar a todas as donas de casas e a população a fazerem compras nos mercados, que são os “lugares ideais”. A edilidade, por outro lado, promete mão dura sobre a venda de roupas e calçados nas ruas do Mindelo, que já se tornou algo corriqueiro em São Vicente e visto em todas as zonas da ilha.

“Isso não fazia parte da cultura de São Vicente e por isso vamos atacar brevemente para tirar essas vendas da rua”, garantiu, adiantando que neste caso também vão ser apresentadas alternativas, entre as quais a organização de feiras aos fins-de-semana nos mercados de Ribeirinha e Monte Sossego.

Esta medida que, segundo a mesma fonte, deverá ser posta em prática a partir do dia 10, mas, por agora, a câmara municipal aposta na “sensibilização”, para levar as pessoas a entenderem que “não é a melhor forma” de se fazer a venda de mercadorias.

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