Cancelar carnaval acrescenta segurança ao destino Madeira, afirma secretário regional do Turismo

O governante esclareceu que “a opção tomada pelo Governo Regional em cancelar o Carnaval [em 31 de dezembro 2020] vem salvaguardar o interesse que se atribui à saúde pública”. Eduardo Jesus afirma que, “neste momento, impõem-se todas as decisões que contribuam para o restabelecer da normalidade”, salientando que o cancelamento do Carnaval “constitui, sem qualquer dúvida, um grande contributo nesse sentido”.

O secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, disse que “a região não perde. Pelo contrário, a região ganha”, à agência Lusa, quando questionado sobre os prejuízos económicos para a região pelo cancelamento dos festejos de Carnaval.

Eduardo Jesus argumentou que “a opção tomada pelo Governo Regional em cancelar o Carnaval [em 31 de dezembro 2020] vem salvaguardar o interesse que se atribui à saúde pública”, acrescentando ser “uma medida que foi ponderada e que traz acréscimo de segurança e confiança para a Madeira e para o Porto Santo”.

O governante sustentou ainda que, “neste momento, impõem-se todas as decisões que contribuam para o restabelecer da normalidade”, salientando que o cancelamento do Carnaval “constitui, sem qualquer dúvida, um grande contributo nesse sentido”.

“Não é o cancelamento do Carnaval que provoca algum impacto económico, é muito mais que isso”, enfatizou, argumentando que, “antes do próprio Carnaval, está a situação pandémica que se vive nos países de origem” do turismo madeirense.

Quanto às perspetivas de entrada de turistas nesta altura do ano, o responsável considerou que “não é possível quantificar porque os mercados de origem estão todos eles confinados em grande medida”.

“As restrições que foram impostas, nomeadamente à Inglaterra e à própria Alemanha, obrigam a Madeira a ficar necessariamente refém de uma procura praticamente inexistente”, afirmou.

Por isso, continuou, “não há quem possa fazer essa estimativa, sabendo que os mercados de origem estão fortemente condicionados”.

Sobre a situação das unidades hoteleiras do arquipélago, Eduardo Jesus referiu que o levantamento efetuado este mês pela Direção Regional do Turismo da Madeira, indica que “55% dos empreendimentos turísticos estavam abertos na Região”.

Em 2020, o Governo Regional investiu 480 mil euros no Carnaval que contribuiu, segundo números da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, para uma ocupação hoteleira de 76%.

Na altura, Eduardo Jesus destacou que aquela taxa representava cerca de 25 mil turistas na hotelaria convencional, sem incluir o alojamento local.

Este ano o Governo Regional tinha previsto investir 490 mil euros nos festejos, programados para entre 13 e 16 de fevereiro e que tinham como tema “Madeira, alegria e folia”.

Tradicionalmente, o Carnaval na Madeira tem como pontos altos o cortejo na avenida e o cortejo ‘trapalhão’.

No ano passado, milhares de pessoas concentraram-se na marginal do Funchal para ver desfilar os 1.900 figurantes, distribuídos por 13 trupes, e os carros alegóricos do cortejo subordinado ao tema “Carnaval em Fantasia”.

Na Região Autónoma da Madeira está em vigor, pelo menos até 31 de janeiro, o recolher obrigatório de segunda a sexta-feira entre as 19:00 e as 05:00 e aos fins de semana entre as 18:00 e as 05:00.

Todas as atividades industriais, comerciais e de serviços têm de encerrar 18:00 durante a semana e, aos fins de semana e feriados municipais, às 17:00.

Os dados divulgados na quinta-feira pela Direção Regional de Saúde relativos à situação epidemiológica indicavam que a Madeira tinha reportados 156 novos casos de covid-19, existindo 1.831 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, a Madeira notificou 4.062 casos de covid-19 e 31 óbitos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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