Carmo Wood vai construir 11,5 quilómetros de passadiços no vale do Mondego

A Carmo vai construir este trajeto ao longo do Rio Mondego e de dois afluentes – o Ribeiro do Barrocal e o Rio Caldeirão, num projeto orçado em cerca de 1,3 milhões de euros.

A empresa familiar portuguesa Carmo Wood foi escolhida pela Câmara Municipal da Guarda para construir cerca de 11,5 quilómetros de passadiços no vale do Mondego.

Este projeto está orçado em cerca de 1,3 milhões de eurosl.

A empresa, que reclama ser a líder europeia em madeira tratada, que foi responsável pela construção dos famosos e premiados ‘Passadiços de Paiva’, vai construir este trajeto ao longo do Rio Mondego e de dois afluentes – o Ribeiro do Barrocal e o Rio Caldeirão, que se divide entre caminhos existentes e passadiços entre as paisagens e declives da região.

“Além de uma grande honra, este é também mais um grande desafio para toda a equipa Carmo Wood e um reconhecimento da qualidade e ‘expertise’ da nossa empresa na construção deste tipo de estruturas de grande porte e cujo o acesso condiciona bastante os trabalhos. Depois dos ‘Passadiços do Paiva’, é um privilégio podermos erguer estes passadiços e ajudar a revelar alguns dos segredos mais bem guardados do Mondego”, afirma Jorge Milne e Carmo, presidente da Carmo Wood.

O mesmo responsável acrescenta que, “como é apanágio da empresa, os novos passadiços serão construídos segundo elevados padrões de exigência, também ao nível da sustentabilidade, de modo a permitir o acesso a paisagens únicas, até agora inacessíveis, no máximo respeito pelo equilíbrio do ecossistema em que se inserem”.

A Carmo é composta por um conjunto de mais de 10 empresas, com sede em Portugal, e todo o seu processo de transformação, criação de produtos e desenvolvimento técnico é português.

“A Carmo oferece uma vasta gama de produtos no território nacional e além-fronteiras, em setores tão distintos como a agricultura, mundo equestre, construção, turismo, lazer, segurança e telecomunicações”, assegura um comunicado da empresa.

O Grupo Carmo iniciou a sua atividade industrial em 1980, no entanto a ligação ao sector dos produtos químicos é anterior a 1955, ano em que é fundada a Anglo Portuguesa de Produtos Químicos, S. A., “empresa pioneira no desenvolvimento do tratamento industrial de madeiras, quer em Portugal continental e ilhas, quer em países africanos de língua oficial portuguesa como fornecedores de produtos químicos e ‘know-how’.

“A sua atividade industrial teve início com a produção de madeiras redondas, tratadas em autoclave, para agricultura, linhas de eletricidade e telecomunicação, mas depressa se alargou a produtos como parques infantis, mobiliário em madeira rústico e urbano e ainda ‘decks’ em madeira. Mais recentemente, a engenharia com base nas estruturas de madeira lamelada colada e maciça permitiu ampliar a oferta da Carmo a casas para habitação, escritórios, grandes estruturas de cobertura, pontes e uma infindável oferta de soluções em madeira, conquistando diferentes prémios e distinções em todas estas áreas”, conclui o referido comunicado.

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