Castro Almeida: se o PSD não vencer as legislativas é por “incompetência”

Vice-presidente social-democrata coloca bem alto a fasquia das próximas legislativas ed fala numa derrapagem do PS – onde a maioria absoluta deixou de fazer parte dos cenários.

O objetivo do PSD é ganhar as próximas eleições parlamentares e se não o conseguir será por “culpa própria” e “incompetência”, disse Manuel Castro Almeida, vice-presidente do PSD, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. Castro Almeida disse que neste momento já ninguém discute se o PS vai conseguir obter a maioria absoluta, mas quem vai vencer o ato eleitoral e qual o resultado que o PSD vai alcançar.

Castro Almeida considera que o clima de pacificação interna – que decorre do confronto entre Rio e Luis Montenegro e que permitiu consolidar a atual direção – e a fase descendente que o Governo atravessa, cria as condições necessárias para que o PSD passe à próxima etapa: “a afirmação de uma clara alternativa política ao executivo socialista e à maioria das “esquerdas”.

Considerando que o PSD tem de ser capaz de mostrar que o primeiro-ministro António Costa criou uma realidade alternativa, que consiste num “logro”, Castro Almeida insistiu que “se o PSD não ganhar as eleições é porque somos incompetentes”.

Por outro lado, Castro Almeida disse que “um mau resultado nas eleições europeias seria ter um resultado pior do que o das últimas eleições”, mas está confiante que tal não sucederá. Castro Almeida acusa o governo de não estar a saber “aproveitar” os acordos que assinou com o PSD em matéria de descentralização e de fundos comunitários.

Assim, até ao final da legislatura, o PSD não pretende assinar mais acordos com o PS. Para Castro Almeida, “o tempo não é bom para se apresentar um plano de tão longo prazo, nem para obter consensos políticos em períodos eleitorais”. Se o governo persistir em querer tomar decisões nesta altura, o PSD fará as suas propostas e se não forem aceites, vota contra. Caso contrário está disponível para discutir o conteúdo do mesmo mas sem pressa para aprovar.

 

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