Centeno: melhoria da avaliação reflete mudança estrutural da economia

A Comissão Europeia removeu Portugal da categoria de “desequilíbrios excessivos”, uma decisão que o ministro das Finanças diz ser resultado da evolução positiva de vários indicadores.

Francois Lenoir/Reuters
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A saída de Portugal da categoria de “desequilíbrios excessivos”, anunciada esta quarta-feira pela Comissão Europeia, reflete as mudanças estruturais registadas no país no passado recente, afirmou o ministério das Finanças.

A Comissão Europeia considerou hoje, no âmbito do exercício do Semestre Europeu, que Portugal corrigiu os seus desequilíbrios excessivos.

“Ao sair da categoria de “desequilíbrios excessivos” (Portugal surge agora no segundo nível, numa escala de quatro, com a categoria de “desequilíbrios”), a Comissão tomou em consideração a evolução muito positiva de indicadores específicos, tais como o endividamento do setor público, o endividamento do setor privado e a taxa de desemprego”, sublinhou o ministério, em comunicado.

Salientou que entre 2016 e 2017 a dívida pública em percentagem do PIB registou uma queda de 4,3 pontos percentuais (p.p.) – “a maior em 20 anos”  – e que entre final de 2015 e o final de 2017 a dívida privada em percentagem do PIB diminuiu 16,6 p.p. e o desemprego diminuiu 4,13 p.p. no mesmo período, fechando o ano em 8,1%.

Citado no comunicado, o ministro das Finanças, Mário Centeno, frisou que “a evolução destes indicadores reflete a mudança estrutural que a economia portuguesa vem percorrendo ao longo dos últimos anos”.

Centeno acrescentou que os resultados “são alcançados através de um crescimento económico sustentado e gerador de emprego associado a um controlo orçamental com benefícios tanto para as gerações presentes como para as futuras. Esta evolução é tanto mais extraordinária quanto é conseguida num contexto de redução generalizada do endividamento de todos os setores da economia”.

Adiantou que o Governo prosseguirá os esforços de transformação estrutural da economia portuguesa, garantido o equilíbrio das contas públicas, a promoção de um crescimento sustentável e inclusivo e incrementando a competitividade externa da economia.

“Os desafios com que o país se depara e que merecem resposta estão identificados no Programa Nacional de Reformas, que continuará a guiar o esforço reformista do Governo”, concluiu,

[Notícia atualizada às 13h47]

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