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Centro Hospitalar Lisboa Central recebeu há um ano o primeiro dos 3.316 doentes tratados

Dos 3.316 doentes que foram acompanhados no centro hospitalar até ao passado dia 28 de fevereiro, 656 estiveram internados em unidades de cuidados intensivos, entre os quais três crianças que receberam estes cuidados no hospital pediátrico D. Estefânia.
  • Manuel de Almeida/Lusa
3 Março 2021, 09h02

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC) recebeu o primeiro doente com covid-19 há um ano e desde então já tratou 3.316 doentes, 313 dos quais crianças e jovens, segundo dados avançados hoje à agência Lusa.

No dia 03 de março de 2020, o Hospital Curry Cabral, um dos seis hospitais que integram o CHULC, recebia o primeiro doente com diagnóstico com covid-19, um dia depois de terem sido diagnosticados os primeiros dois casos no Porto, um no Hospital de Santo António e o outro no Hospital São João.

Tratava-se de um homem de 38 anos que deu entrada no Curry Cabral às 08:20 e teve de esperar 10 horas até saber o resultado da análise confirmada como positiva pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), contou à Lusa uma fonte do centro hospitalar.

Saiu do hospital 10 dias depois, mas ainda com o teste à covid-19 positivo, tendo ficado em casa em isolamento até o teste dar negativo, o que aconteceu em abril.

Dos 3.316 doentes que foram acompanhados no centro hospitalar até ao passado dia 28 de fevereiro, 656 estiveram internados em unidades de cuidados intensivos, entre os quais três crianças que receberam estes cuidados no hospital pediátrico D. Estefânia.

Durante este período morreram 629 pessoas, entre as quais uma criança, vítimas da infeção pelo vírus SARS-CoV-2, 222 das quais em unidades de cuidados intensivos (UCI).

O número máximo de doentes internados com covid-19 foi registado no passado dia 07 de fevereiro, totalizando 346, e o máximo de camas abertas foi alcançado no dia seguinte.

Os dados precisam que o número máximo de camas de enfermaria para adultos foi 274 e o de camas de UCI nível 3 foram 60, e em pediatria, foram 17 e duas camas, respetivamente.

As camas pertenciam a outros serviços, como Infecciologia, Medicina Interna ou Ortopedia, mas tiveram de ser convertidas para covid-19 para poder responder ao aumento do número de casos.

Para assinalar a data, o Conselho de Administração do CHULC publicou hoje um louvor no Diário da República dedicado a todos os profissionais de saúde do centro hospitalar que tratou mais doentes até ao último dia de fevereiro.

“(…) o Conselho de Administração quer louvar publicamente todos os profissionais que, com o seu esforço, dedicação e altruísmo foram essenciais no tratamento e acompanhamento dos numerosos doentes que aqui acorreram, e muito contribuíram para cuidar, tratar, acolher e confortar as vítimas desta infeção”, afirma no louvor.

Enaltece “o espírito de equipa, a entreajuda e a disponibilidade dos profissionais, que prontamente assumiram tarefas diferentes das que habitualmente desempenhavam para reforçar outras equipas já sobrecarregadas, assim como todos aqueles que asseguraram o tratamento dos doentes afetados por outras patologias e aos quais foram prestados os cuidados com a qualidade e segurança”.

O trabalho dos profissionais das restantes áreas de apoio técnico e logístico, estruturas igualmente importantes na cadeia de funcionamento e articulação de todo o centro hospitalar, também é valorizado pelo CHULC, que integra os hospitais S. José, Curry Cabral, Dona Estefânia, Santa Marta, Santo António dos Capuchos, e Maternidade Alfredo da Costa

A covid-19 já matou em Portugal 16.389 pessoas dos 805.647 casos de infeção confirmados, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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