CGD paga consultores contratados por António Domingues

O conselho de administração vai deliberar a assunção desse encargo numa deliberação em que António Domingues não irá votar, declarou aos deputados, sem anunciar o montante da fatura.

Rafael Marchante/Reuters

A Caixa deverá pagar aos consultores contratados por António Domingues, Mckinsey e escritório de advogados Sá Carneiro. António Domingues assumiu na audição de hoje que a escolha dos consultores foi sua: “Foi baseada na minha experiência”, explicou.

Domingues acrescentou acreditar que a McKinsey e o escritório de advogados Campos Ferreira, Sá Carneiro seriam os consultores adequados para desenhar o plano estratégico e dar o apoio jurídico para apoiar a negociação junto da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia.

“Fui eu que contratei”, disse António Domingues, explicando que depois comunicou ao ministro das Finanças e aos reguladores nacionais e europeus.

Questionado sobre quem paga esta contratação, António Domingues indicou que, em agosto, escreveu “uma carta ao ministro das Finanças” em que defendia que “o pagamento dos consultores devia ser feito pela CGD”.

A Caixa Geral de Depósitos deverá assim pagar os consultores contratados por António Domingues para avaliar e negociar o plano estratégico do banco público.

O conselho de administração vai deliberar a assunção desse encargo  numa deliberação em que António Domingues não irá votar, declarou aos deputados, sem anunciar o montante da fatura.

No fim de julho, Mário Centeno tinha dito na sua audição da comissão de inquérito que não sabia quem tinha contratado aquelas consultoras. “As respostas que dei foram que o Estado não contratou essa assessoria e a CGD não contratou essa assessoria”, disse o ministro das Finanças na sua audição, para responder à pergunta sobre quem tinha chamado aquelas duas entidades.

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