Chegam boas notícias de Pequim. Wall Street abre no ‘verde’ e reflete otimismo

Até sexta-feira, as duas maiores potências económicas do mundo terão negociações na capital da China. Quer os norte-americanos, quer os chineses demonstraram vontade em alcançar um acordo. Nos EUA, o Congresso ainda não aprovou o orçamento para a construção do muro na fronteira com México, mas o mercado parece estar a reagir apenas ao facto de que o governo continua em funcionamento.

Brendan McDermid / Reuters

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque estão a reagir bem às notícias positivas sobre o progresso das negociações entre os Estados Unidos e a China. Esta terça-feira, na sessão de abertura, o S&P 500 sobe 0,64%, para 2.727,22 pontos; o industrial Dow Jones avança 0,51%, para 25.181,80 pontos; e o tecnológico Nasdaq valoriza 0,57%, para 6.948,37 pontos.

Nos EUA surgiram notícias sobre a nova ronda de negociações entre as duas maiores potências económicas do mundo, que deverão durar até sexta-feira, em Pequim, a capital da China. Quer os norte-americanos, quer os chineses ter-se-ão sentado à mesa de negociações com vontade de chegarem a acordo.

O prazo para o fim das negociações, que terão de culminar num acordo para que o presidente dos EUA, Donald Trump, não execute a ameaça de aumentar as tarifas às importações chinesas de 10% para 25%, que poderá dar lugar a retaliações chinesas, está a chegar ao fim. Os EUA e a China terão de chegar a acordo até ao dia 1 de março.

Tal como na véspera, os títulos das empresas norte-americanas com forte exposição ao mercado chinês estão a reagir positivamente. A construtora de aviões, Boeing, que é também a empresa norte-americana que mais exporta para a China, está a subir 0,91%. A Caterpillar avança 1,89%.

As fabricantes de chips, também com forte exposição ao mercado chinês, estão a ter um desempenho positivo. A Nvidia continua em trajetória ascendente, ao valorizar 2,67%, a Qualcomm sobe 1,26% e a Intel ganha 1,70%.

Ainda nos EUA, a nível doméstico, a ordem do dia está centrada nos esforços políticos para se evitar mais uma shutdown. Os democratas continuam a não aceitar aprovar o orçamento para a construção do muro, um projeto que ocupou um lugar central na campanha eleitoral de Donald Trump, que custará cerca de 5,7 mil milhões de dólares.

Persistem, assim, dúvidas sobre se Trump irá, ou não, assinar o acordo com os democratas. Mas, por enquanto, a incerteza em torno desta situação não está a ter impacto no sentimento dos investidores, olhando apenas para o facto que o governo ainda está na plenitude de funções.

 

 

 

Ler mais
Relacionadas

Wall Street fecha mista à espera das conversações entre os Estados Unidos e a China

Apesar de algum otimismo dos investidores para o resultado das conversações que ocorrerão esta semana entre os responsáveis norte-americanos e chineses no âmbito da guerra comercial, o mercado refreou os ganhos e o Dow Jones fechou em queda.
Recomendadas

Moody’s melhora perspetiva de evolução de Moçambique de negativa para estável

Agência de notação justificou a reestruturação dos títulos de dívida pública, atualmente em negociações, vá impor perdas financeiras aos credores.

Moeda angolana encerra semana estável face a euro e dólar

Divisa angolana tem-se mantido relativamente estável há cerca de dois meses, oscilando entre os 353 e os 359 kwanzas.

Moody’s mantém notação da dívida portuguesa

A agência de notação, que foi a última a retirar Portugal do patamar de ‘lixo’, manteve inalterado o ‘rating’ em Baa3 e a perspetiva estável, não publicando nenhum relatório.
Comentários