China ameaça cortar compra de dívida dos EUA e atinge Wall Street

As yields das Treasuries a 10 anos sobem para 2,6%, tendo tocado máximos de 10 meses, enquanto o índice de volatilidade VIX subiu dois pontos dos mínimos históricos onde estava para 8,56.

Crash de 25% em Wall Street

As perspetivas sobre um choque no mercado obrigacionista norte-americano está a penalizar não só obrigações, mas divisas e bolsas nos EUA. Um relatório das autoridades chinesas indica que o país está a ponderar diminuir a compra de dívida do Governo norte-americano, uma indicação que está a assustar os investidores.

Em Wall Street, a abertura da sessão foi em queda, com o índice Dow Jones a abrir no vermelho pela primeira vez em 2018. “Para um mercado que está provavelmente à procura de uma razão para fazer uma pausa, é razoável que use a subida de hoje das yields como catalisador”, explicou o estrategista chefe de mercados da B. Riley FBR, Art Hogan, em declarações à agência Reuters.

O índice industrial Dow Jones recua 0,39% para 25.286,55 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 perde 0,25% para 2.744,33 pontos e o tecnológico Nasdaq cai 0,46% para 7.130,625 pontos.

No mercado cambial dólar segue a cair face às pares europeia e japonesa. A moeda norte-americana desvaloriza 0,38% para 0,833 euros e 0,94% para 111,59 ienes, mas aprecia-se 0,21% para 0,739 libras. As yields das Treasuries a 10 anos sobem para 2,6%, tendo tocado máximos de 10 meses, enquanto o índice de volatilidade VIX subiu dois pontos dos mínimos históricos onde estava para 8,56.

Depois de ter tocado máximos desde 2015 esta terça-feira, o preço do petróleo continua a subir. Em Nova Iorque, o WTI avança 0,67% para 63,38 dólares por barril e, em Londres, o brent sobe 0,31% para 69,03 dólares por barril.

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