China aumenta tarifas comerciais e retaliação faz-se sentir em Wall Street

Pequim deu indicações para aumentar as tarifas em importações para 53 mil milhões de euros a partir de 1 de junho. Negociações nos EUA já refletem pessimismo dos investidores.

Brendan McDermid / Reuters

A bolsa de Wall Street nos Estados Unidos iniciou a semana em queda acentuada face ao anúncio da China em aumentar as tarifas comerciais, numa resposta contra os Estados Unidos na guerra comercial que continua em crescimento entre os dois países.

O tecnológico Nasdaq abriu a sessão a desvalorizar 2,20%, para 7.739,38 pontos. O S&P 500 caiu 1,68%, para 2.832,88 pontos e o industrial Dow Jones desceu 1,63%, para 25.519,25 pontos.

Pequim deu indicações para aumentar as tarifas em importações para 53 mil milhões de euros a partir de 1 de junho. Esta foi a forma encontrada pela China para responder às instruções dadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ao representante comercial Robert Lighthizer para preparar o aumento das tarifas em 25% sobre praticamente todos os produtos chineses importados para os EUA.

Esta ordem presidencial veio depois dos Estados Unidos terem aumentado as tarifas na última sexta-feira, das importações chinesas, de 10% para 25%.

Hu Xijin, chefe-editor do “Global Times”, jornal controlado pela estatal chinesa refere que “a China poderá parar de comprar produtos agrícolas e energia dos EUA, reduzir os pedidos da transportadora aérea Boeing e restringir o comércio de serviços dos EUA com a China”.

As ações da Boeing caíram 3,4%, e só foram ultrapassadas pela queda de 4,7% da Apple devido à alta exposição à China e à queda de 3,6% da Caterpillar.

Para esta segunda-feira não são esperadas divulgações de relatórios de empresas e desse modo o comércio deverá ser impulsionado por qualquer evolução no que diz respeito à guerra comercial em curso.

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