China desperta a ira dos EUA com aposta em atividade siderúrgica mais eficiente e lucrativa

Várias fábricas estão a encerrar para dar lugar aos principais players, que estão a intensificar a sua produção para poderem competir com concorrentes globais.

A China tem procurado tornar a sua atividade siderúrgica mais eficiente e lucrativa, o que tem vindo a enfurecer ainda mais os Estados Unidos e as suas medidas protecionistas. Várias fábricas estão a encerrar para dar lugar aos principais players, que estão a intensificar a sua produção para poderem competir com concorrentes globais.

Ao longo da última década, a indústria siderúrgica cresceu para apoiar o boom do setor da construção, mas agora Pequim tem um novo objetivo: o mercado mundial. Enquanto nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump veio anunciar esta semana a imposição de tarifas alfandegárias sobre as importações de aço e alumínio, a China parece querer afastar-se das medidas protecionistas norte-americanas.

Na última década, a indústria siderúrgica na China cresceu para apoiar o boom do setor da construção. Com o arrefecimento do setor, os stocks de produtos não vendidos acumulou-se e vários fornecedores entraram na guerra pelo corte de preços. Várias fábricas fecham e foram eliminados mais cerca de 1 milhão de empregos em todo o país.

Ao mesmo tempo, as principais empresas de siderurgia têm vindo a juntar-se e a aumentar a sua produção. O ano passado, a produção de aço cresceu 5,7% face o ano anterior, atingido um recorde de 831 milhões de toneladas. Para este ano, a indústria prevê um novo crescimento, na ordem dos 1%.

A China criou a segunda maior empresa de siderurgia do mundo, através da fusão da ArcelorMittal com a Baosteel Group e a Wuhan Iron & Steel em 2016. O objetivo da nova empresa é aumentar a capacidade de produção em dois terços para 100 milhões de toneladas de aço. Donald Trump defende que a indústria siderúrgica dos Estados Unidos tem sido “dizimada” pelas importações chinesas, produzindo quase metade do aço mundial.

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