China rejeita diálogo sobre guerra comercial enquanto Trump mantiver ameaça de novas tarifas

Num documento publicado na agência de notícias estatal Xinhua, a China diz que as negociações precisariam de um “ambiente de respeito mútuo”. As mais recentes tarifas impostas por Trump às importações chinesas entraram em vigor esta segunda-feira.

A China afastou esta segunda-feira um cenário de conversações com os Estados Unidos sobre a guerra comercial entre os dois países. Num white paper (documento de estratégia) publicado na agência de notícias estatal Xinhua apenas uma hora após a entrada em vigor das mais recentes tarifas impostas por Donald Trump às importações chinesas, avaliadas em 200 mil milhões de dólares, a China explicou que o entrave são a ameaça de novas tarifas.

“A porta para conversações comerciais está sempre aberta mas as negociações têm de ocorrer num ambiente de respeito mútuo… e não sob a ameaça de tarifas”, refere o documento, citado pela agência Bloomberg.

A China já afirmou que irá responder com a imposição de tarifas no valor de 67 mil milhões de dólares, mas Trump disse há duas semanas que essa retaliação poderá provocar novas medidas norte-americanas: mais tarifas, e no valor de 267 mil milhões de dólares.

Relacionadas

Estados Unidos prometem manter guerra comercial contra a China até vencerem

O secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo prometeu que a administração Trump irá manter as políticas comerciais agressivas em relação à China, e está convencido que os americanos vão vencer a guerra.

China cancela negociações comerciais e não vai deslocar-se até Washington

Pequim tinha preparado uma delegação para se deslocar à capital dos EUA na próxima semana, revelaram fontes próximas à “Bloomberg. O “Wall Street Journal” também já havia dado conta que a China tinha posto de lado a ideia de enviar o vice-primeiro-ministro Liu He, integrado na delegação.
Recomendadas

OCDE: Portugal é dos poucos países onde perceção sobre imigração evoluiu positivamente

Portugal foi um dos poucos países europeus onde a perceção sobre os imigrantes evoluiu mais favoravelmente nos últimos doze anos, de acordo com um relatório da OCDE, que considera o país uma “notável exceção”.

Ana Paula Vitorino garante que a próxima reunião do Porto de Setúbal “é para fechar um acordo”

Na entrevista, a ministra do Mar faz pela primeira vez as contas aos prejuízos da greve no Porto de Setúbal e revela que se a greve continuasse até ao final do ano, haveria uma redução de 70% no volume de negócios. Até ao momento, segundo a ministra do Mar, “o prejuízo ronda os 50% de um total anual de 300 milhões de euros, sem contar com o valor induzido”.

136 mil participantes e 1.200 detenções: os números dos protestos dos “coletes amarelos” este sábado

Perto de 136.000 pessoas participaram nesta jornada de mobilização, tantas quantas as que engrossaram a mobilização de 1 de dezembro, acrescentou o Ministério do Interior.
Comentários