Efacec. Chineses, egípcios, espanhóis e portugueses passam à segunda fase

Das 10 propostas de empresas da área industrial e de fundos de investimento, cinco não cumpriam os critérios estabelecidos pelo Governo que espera que o processo de venda fique fechado durante o verão.

Harry Murphy/Web Summit

Do total de 10 propostas recebidas na primeira fase de venda da Efacec, cinco destas vão passar à segunda fase da reprivatização de quase 72% da empresa portuguesa.

Na primeira fase, “foram recebidas 10 propostas nao vinculativas de potenciais interessados, tanto da área industrial como investidores financeiros, fundo de investimento “, começou por dizer hoje o ministro da Economia.

“Cinco propostas não cumpriam, pelo menos, um dos critérios. O Governo decidiu seguir a recomendação de selecionar para a fase seguinte um conjunto de cinco propostas”, afirmou Pedro Siza Vieira no briefing após o Conselho de Ministros desta quinta-feira, 6 de maio.

As propostas que passaram à segunda fase são das proponentes: Chint Group Corporation, Ltd (China); Dst, SGPS, S.A (Portugal); Elsewedy Electric Corporation, S.A.E (Egipto); Iberdrola, S.A (Espanha); e Sing – Investimentos Globais, SGPS, S.A (Portugal).

Na segunda fase, os interessados terão a “oportunidade de avaliar mais detalhadamente” a Efacec para depois “apresentarem então as propostas vinculativas”. Destas, o Governo “escolherá o adquirente” dos 71,73% do capital social da Efacec.

“A empresa precisa rapidamente de encontrar um investir para proceder a sua capitalização, esperamos que ocorra durante o verão”, destacou o ministro.

Além da passagem à segunda fase, o Conselho de Ministros também autorizou a Parpública a “dirigir convites a cada um dos potenciais proponentes identificados para procederem à apresentação de propostas vinculativas de aquisição das ações objeto da venda direta”.

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