Clima: Cimeira em Nova Iorque faz balanço dos compromissos assumidos em Paris

Este encontro, que vai decorrer à margem da Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), vai reunir dirigentes políticos e económicos a convite do secretário-geral da ONU, António Guterres, do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, do ex-presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, e do presidente da França, Emmanuel Macron, que promoveu a primeira reunião, realizada em Paris em dezembro.

 Uma segunda edição da cimeira “Um Planeta” vai realizar-se em Nova Iorque em 26 de setembro, para fazer o ponto de situação dos compromissos assumidos no final de 2017, em Paris, em termos financeiros, e elevá-los inclusive.

Este encontro, que vai decorrer à margem da Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), vai reunir dirigentes políticos e económicos a convite do secretário-geral da ONU, António Guterres, do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, do ex-presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, e do presidente da França, Emmanuel Macron, que promoveu a primeira reunião, realizada em Paris em dezembro.

Esta vai ser “uma etapa chave para aumentar a ambição (…) integrada num esforço constante para encorajar os dirigentes mundiais” a agirem contra as alterações climáticas, explicaram os organizadores, em comunicado, divulgado hoje.

“Vamos sublinhar os progressos realizados e mobilizar ainda mais atores públicos e privados”, anunciaram.

Entre os participantes contam-se Bill Gates, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, o governador do banco de Inglaterra, Mark Carney, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, e o presidente-diretor-geral da Unilever, Paul Polman.

São também esperados o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, ou ainda o presidente do fundo público de investimento da Arábia Saudita, Yasir bin Othman Al-Rumayyan.

A primeira cimeira tinha sido proposta por Macron depois da retirada dos EUA do Acordo de Paris de combate às alterações climáticas. Em 12 de dezembro de 2017, data do segundo aniversário do Acordo, reuniu uma cinquentena de chefes de Estado e de governo.

Várias empresas e instituições tinham então prometido evitar as energias fósseis, fontes principais do aquecimento. O Banco Mundial anunciou até que, depois de 2019, ia parar o financiamento da exploração de petróleo e gás, exceto em “circunstâncias excecionais”.

Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa exige investimentos massivos e mudanças estruturais.

Desde 2009 que os países do Norte prometeram aos do Sul 100 mil milhões de dólares anuais (86 mil milhões de euros), a partir de 2020, para lhes permitir enfrentar os impactos das alterações legislativas, mas também desenvolverem-se de forma durável e com energias próprias.

Esta segunda cimeira “Um Planeta” vai decorrer em plena “Semana do Clima em Nova Iorque”, recheada de eventos relacionados com as alterações climáticas.

O Acordo de Paris, alcançado em 2015, sob a égide da ONU, pretende conter a subida média da temperatura em relação ao período pré-industrial em dois graus centígrados (ºC), e se possível em 1,5 ºC. Porém, os compromissos assumidos até hoje pelos Estados apenas permitem antever uma subida daquela média acima do pretendido, superior mesmo aos 3ºC.

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