Clima vai ser mortífero em 2100

A publicação científica The Lancet Planetary Health divulga hoje, que o número de mortes resultantes de ondas de calor poderá aumentar potencialmente 50 vezes na Europa.

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O estudo revela ainda que os fenómenos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e inundações, poderão afetar dois em cada três europeus perto do fim do século e o número de mortes resultantes de ondas de calor poderá aumentar, passando de 2.732 anuais no período 1981-2010 para 151.514 anuais em 2071-2100.

A região mais fustigada será no Sul da Europa, onde é esperado um efeito maior das ondas de calor e dos períodos de seca, quase todas as pessoas poderão ser atingidas anualmente por um desastre natural perto de 2100, condição que se traduzirá em 700 mortes por cada milhão de habitantes, assinala a publicação em comunicado.

Para Portugal, o estudo revela  que as previsões apontam para um aumento do número de mortes resultantes de ondas de calor, de 91 por ano, no período 1981-2010, para 4.555 anuais, em 2071-2100. As ondas de calor são o fenómeno meteorológico mais letal para o país.

No entanto, as projeções foram calculadas com base no pressuposto de que não haverá redução das emissões de gases com efeito de estufa e melhorias nas medidas que ajudem a diminuir o impacto dos fenómenos meteorológicos extremos, como planeamento urbano, uso sustentado do solo ou isolamento térmico de edifícios.

As conclusões apontam ainda para que o número de europeus expostos anualmente a tais fenómenos possa subir de uma em cada 20 pessoas, no início do século XXI, para duas em cada três, perto do fim do século XXI.

Os investigadores avaliaram 2.300 registos de desastres naturais de 1981 a 2010, incluindo o tipo de desastre, o ano e o país onde ocorreu e o número de mortos causados, para estimar a vulnerabilidade da população a cada um dos fenómenos climáticos severos.

O estudo, realizado por investigadores do European Commission Joint Research Centre, da Comissão Europeia, nomeadamente pelo português Filipe Batista e Silva, analisa os efeitos de ondas de calor e frio, incêndios florestais, secas, inundações e tempestades de vento nos 28 países da União Europeia, na Suíça, na Noruega e na Islândia.

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