Coesão territorial de Portugal passa pela diferenciação

Esta é uma das principais conclusões do estudo da consultora EY, designado ‘Mundo Rural – Porque Sim’, e ontem apresentado na Casa de Idanha-a-Nova, em Lisboa.

O futuro da coesão territorial em Portugal tem de passara pela valorização da diferenciação dos territórios nacionais, o que deverá ser desenvolvido como um fator de sucesso do País na integração europeia e no processo da globalização.

Esta é uma das principais conclusões do estudo da consultora EY, designado ‘Mundo Rural – Porque Sim’, e ontem apresentado na Casa de Idanha-a-Nova, em Lisboa.

A consultora considera que este documento representa  “um novo olhar sobre a ruralidade em Portugal, positivo e otimista, que se sustenta, estratégica e operacionalmente, na convicção de que o mundo rural é um espaço de oportunidade, de desenvolvimento, de criação de riqueza e de emprego, cuja afirmação se enquadra nas ambições de desenvolvimento do País”.

O objetivo do estudo da EY foi analisar o mundo rural português de forma crítica e propor uma metodologia coerente de classificação dos territórios, que valorize as potencialidades destas regiões.

“Para além disso, pretende-se que esta pesquisa contribua para a promoção da articulação destes territórios com o mundo urbano e que proponha mecanismos de valorização inovadora para o rural português e a identificação das alavancas da mudança para a valorização do mundo rural”, sublinha um comunicado oficial da consultora.
O estudo foi desenvolvido foi desenvolvido pela EY-AM&A, por iniciativa da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e da Federação Portuguesa de Turismo Rural em colaboração com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Naturtejo.

“O roteiro do futuro terá de ser, em primeiro lugar, o da valorização do princípio da diferenciação territorial como fator de sucesso na integração europeia e na globalização. O futuro das regiões portuguesas depende cada vez mais da respetiva capacidade em alimentar processos cumulativos de povoamento humano, institucional e empresarial na valorização aberta dos seus recursos endógenos, materiais e imateriais, naturais e patrimoniais e na realização de funções económicas específicas e distintivas na produção para o mercado doméstico e para o mercado mundial.”, esclarece o referido estudo.

De acordo com os responsáveis da EY, “tal como nos fatores de atratividade (turística, residencial, produtiva, etc.) se têm vindo progressivamente a consolidar segmentações que refletem a valorização atribuída à experimentação, ao ‘habitat’, ao padrão de qualidade e à diversidade da envolvente, também se alarga o mercado potencialmente captado por esses produtos segmentados”.

“O roteiro do futuro terá de ser, em segundo lugar, o da colaboração supramunicipal para garantir uma descentralização regional liberta dos limites físicos dos concelhos, mas ancorada na legitimidade democrática do poder local”, defende o estudo da EY.

Outra das conclusões deste documento é que “o futuro das regiões portuguesas depende em larga medida do abandono radical da fragmentação, implícita na reduzida escala concelhia, e da mimética de caminhos, combinando a procura da eficiência com a efetiva provisão, em qualidade e quantidade, dos serviços estratégicos de proximidade”.

“Tal como são difusas as fronteiras para os recursos mundo rural, ou como ganham homogeneidade os traços culturais de regiões dos dois lados de uma fronteira entre países, deverão também ser equacionadas questões de atuação conjunta e de governação eficaz, nos casos aplicáveis”, advoga o estudo da EY. •

O documento entende que “o roteiro do futuro terá de ser, em terceiro lugar, o de uma muito maior valorização do papel dos territórios na renovação dos paradigmas competitivos em Portugal”, uma vez que “o futuro das regiões portuguesas depende da construção de sinergias territoriais combinando economias de aglomeração e de especialização suficientemente diferenciadas e descentralizadas, capazes de articular e valorizar os trunfos existentes ou em construção em termos de capital humano, natural e patrimonial”.

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