Colaboradores do advogado de Trump detidos por investigação a Biden e ligações a Ucrânia

Lev Parnas e Igor Fruman estão a ser acusados de conspiração por “contornar as leis federais contra a influência estrangeira”, referindo-se às eleições de 2016, quando Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos da América.

Dois colaboradores do advogado pessoal de Donald Trump foram detidos e vão ser presentes esta quinta-feira num tribunal da Virgínia, indica o jornal Público. Sabe-se que Lev Parnas e Igor Fruman, os dois detidos, ajudaram Rudolph Giuliani a pressionar a Ucrânia a investigar o candidato Joe Biden, que está a concorrer contra Trump para as eleições do próximo ano.

Lev Parnas e Igor Fruman estão a ser acusados de conspiração por “contornar as leis federais contra a influência estrangeira”, referindo-se às eleições de 2016, quando Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos da América. O ‘Washington Post’ afirma que os dois colaboradores são suspeitos de participação num esquema “para canalizar dinheiro estrangeiro para candidatos a cargos federais e estaduais, com o objectivo de exercerem uma potencial influência sobre os candidatos, as campanhas e os gabinetes dos candidatos”.

O primeiro acusado é natural da Ucrânia e doou 50 mil dólares para a primeira campanha política de Trump. No ano passado, o nome de Parnas surgiu associado ao advogado de Trump por facilitar uma ligação entre Giuliani e o procurador-geral ucraniano, Victor Shokin. Este ano, o nome de Parnas e Fruman voltaram a estar em destaque por organizarem uma reunião entre Giuliani e o sucessor do procurador-geral da Ucrânia.

No passado mês de julho, Trump falou ao telefone com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenskii, e pediu-lhe uma investigação criminal contra Joe Biden e o seu filho, Hunter. Esta conversa telefónica esteve na origem das investigações contra o ex-empresário e podem levar a um processo de impugnação do presidente.

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