‘Coletes amarelos’ chegam a Londres. Brexit entre as reivindicações

Organização deste movimento pretende afastar o Partido Conservador do poder, onde se encontra desde 2010, e apela à realização de legislativas antecipadas.

O movimento contra a austeridade britânica “People’s Assembly” convocou uma manifestação para sábado onde apela aos participantes para usarem o aclamado colete amarelo, que se tornou, desde o fim do ano passado, um símbolo de protestos.

A organização deste movimento pretende afastar o Partido Conservador do poder, onde se encontra desde 2010, e apela à realização de legislativas antecipadas. O chamamento para o protesto que se realiza no sábado foi feito através do Facebook no grupo “Britain is broken”, onde estão apontadas as cidades que deverão receber as manifestações.

No pedido da rede social, o grupo diz que não interessa como a pessoa votou no referendo do Brexit, mas apela ao lado nacionalista dos habitantes do país quando refere a privatização dos caminhos de ferro e outros serviços e que estes devem voltar a ser propriedade pública. O texto publicado na plataforma digital diz que “o mais importante para os trabalhadores do Reino Unido” é retirar quem está no poder para a situação que se está a viver mudar.

A organização “Stand Up do Racism” confirmou a sua presença manifestação londrina, uma vez que não concorda com a política governamental de acolhimento de refugiados que está a funcionar naquele país. Apesar de a mobilização deste grupo ter sido mínima nos últimos tempos, alguns grupos já lançaram ameaças e insultos a deputados e jornalistas que se encontram no espaço exterior do parlamento britânico, zona esta que foi transformada num espaço de campanha contra e a favor da saída do Reino Unido da União Europeia.

Este movimento amarelo continua a acontecer desde novembro, em França, onde milhares de pessoas se têm manifestado com alguma violência, incendiando contentores do lixo e carros e realizando confrontos com a polícia. A manifestação começou com o protesto onde se apelava à suspensão do novo imposto sobre os combustíveis mas acabou por se ampliar para outras reivindicações, como o aumento do ordenado mínimo.

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