Comércio de rua no Chiado registou o maior crescimento de rendas na Europa

No segundo trimestre deste ano, o comércio de rua no Chiado, em Lisboa, registou o maior crescimento de rendas na Europa, na ordem dos 9,5%. Apesar disso, apresenta ainda o 4º valor mais baixo de rendas neste segmento, entre 22 capitais europeias.

De acordo com o último o estudo DNA of Real Estate, publicado pela Cushman & Wakefield, as unidades de comércio de rua na zona trendy de referência do país assinalaram, no segundo trimestre do ano, uma renda prime de 115 euros, valor que representa uma evolução de 9,5% face a março de 2017 e de 15% relativamente a igual período do ano passado. Em média, as rendas de comércio de rua na Europa subiram apenas 0,2%, com Lisboa a encabeçar o ranking de crescimento seguido pelas cidades de Budapeste (na mais famosa rua pedonal do país, Vaci utca) Roma (Via Condoti) e Milão (Via Napoleone).

A valorização contínua do comércio de rua lisboeta é também reforçada pela yield de referência exigida pelos investidores aos melhores ativos, que se situa hoje nos 4,75%, o valor mais baixo de sempre para ativos imobiliários em Portugal e apenas igualada pelos escritórios na Avenida da Liberdade.

A cidade de Lisboa conta, ainda assim, com o 4º valor mais baixo de rendas de comércio de rua de entre as 22 capitais europeias analisadas, e com o 9º valor mais baixo das 45 cidades abrangidas pelo estudo. Apenas as capitais Sófia, Bucareste e Varsóvia têm valores de renda de comércio de rua inferiores aos de Lisboa, facto que associado ao crescente fluxo de turismo e ao imenso interesse que o nosso mercado capta junto de retalhistas internacionais, sustenta o crescimento de rendas que se tem vindo a registar.

O potencial de valorização das rendas no comércio de rua em Lisboa começou a adivinhar-se em 2014 após a introdução do NRAU – Novo Regime de Arrendamento Urbano, que veio permitir a libertação de espaço nas ruas portuguesas e contribuir em larga escala para um forte movimento de reabilitação urbana. Adicionalmente, a recuperação económica – com o subsequente aumento do consumo – e o crescimento do turismo, vieram reforçar a atratividade do comércio de rua de Lisboa.

“Hoje as ruas de Lisboa, e em particular no Chiado, são responsáveis por uma parcela muito significativa do volume de procura de retalho registado na cidade. Ao longo do primeiro semestre do ano foram identificadas mais de 100 novas operações nas ruas lisboetas, das quais mais de 20% na zona do Chiado”, lê-se no estudo.

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