Como Macau se vai proteger do tufão Mangkhut

Há 16 centros de abrigo prontos para acolher milhares de pessoas e um aumento do número de alertas à subida do nível das águas.

Visão sobre Macau

Um ano depois da passagem do tufão Hato, que causou dez mortos e prejuízos de 1.300 milhões de euros, o território está a braços com o Mangkhut, prevendo-se nas próximas horas, inundações graves nas zonas baixas, chuvas fortes e ventos que podem superar os 118 quilómetros por hora.

Para fazer face a estas tempestades tropicais, foi apresentada recentemente a nova Lei de Bases da Proteção Civil. Por exemplo, desde meados de abril que os 16 centros estão prontos para acolher mais de 20 mil pessoas a partir da emissão do nível laranja de `storm surge`, ou seja, quando previrem que o nível de água acima do pavimento poderá atingir valores entre 1,0 e 1,5 metros.

O Governo de Macau alterou ainda os avisos de `storm surge`, dos atuais três para cinco graus, para “assegurar a proteção da vida e bens da população, bem como de alertar o público para o nível de ameaça”.

Para garantir a segurança no abastecimento de água, a Direção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) e a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (SAAM) procederam à construção, nas suas instalações, de portas estanques nas bombas de água pluviais e nos postos elétricos.  Ao mesmo tempo aumentaram a altura das comportas e o número de caixas de abastecimento temporário de água e o número de cabos de ligação até à estação de tratamento de água na zona norte de Macau.

Além da constituição de um plano geral de emergência, está prevista a construção de uma plataforma de comando de emergências, com conclusão prevista entre 2020 e 2021. Também o sistema de eletricidade do território vai ser reforçado, com a substituição das linhas aéreas por cabos de transmissão subterrâneos.

Até ao verão de 2021 está ainda prevista a aceleração da produção local de eletricidade com a instalação de geradores de energia a gás natural, até ao verão de 2021. Oito dos dez países com o maior número de deslocados ou desalojados por causa de desastres naturais estão localizados no sul e no sudeste da Ásia, de acordo com um relatório da ONU.

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