Comunistas prometem confrontar ministro e presidente da CP sobre “rutura” da ferrovia

Na nota, os comunistas referem que os problemas que têm vindo a ser noticiados são "a evidência de uma situação que o PCP há muito tem denunciado".

“O PCP não deixará de questionar o ministro e o presidente da CP aquando da sua ida para audição à Assembleia da República – a requerimento de vários partidos, incluindo o PCP – sobre o quadro geral da degradação da oferta e do serviço ferroviários, e sobre os casos concretos (supressão de ligações, redução de frequências, avarias e outras anomalias quer nas linhas suburbanas, quer no médio e longo curso) que, entretanto, vão sendo conhecidos”, lê-se num comunicado do PCP.

Na nota, os comunistas referem que os problemas que têm vindo a ser noticiados são “a evidência de uma situação que o PCP há muito tem denunciado”.

O PCP recorda, entre outros, o seu projeto de resolução aprovado no parlamento em 15 de junho e publicado na segunda-feira em Diário da República – “Desenvolvimento de um Plano Nacional para o material circulante ferroviário”, o qual, “sintomática e esclarecedoramente, teve o voto contra do CDS e a abstenção do PSD”.

O grupo parlamentar do PCP requereu ainda, junto do presidente da comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, o deputado democrata-cristão Hélder Amaral, a audição “com caráter de urgência” das comissões de trabalhadores do setor ferroviário (CP, EMEF, IP e Medway).

No domingo, a CP explicou a sua opção de cancelar a venda de bilhetes para comboios de longo curso, “nomeadamente para aqueles que circulam em pontos que têm revelado maior impacto no aumento das temperaturas interiores”, para gerir os níveis de ocupação e, “desta forma, minimizar o desconforto da viagem”.

A empresa notou que as temperaturas extremas sentidas em Portugal nos últimos dias estavam a “afetar seriamente a operação ferroviária”.

Na segunda-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, rejeitou que a CP – Comboios de Portugal esteja “em situação de colapso”, considerando que a oposição PSD/CDS-PP está “a criar um caso que não existe de todo”, após intervenções críticas por parte daqueles partidos.