Concluído um de cinco interrogatórios por viciação de contratos no Turismo do Norte

Os cinco arguidos foram detidos na quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da denominada operação “Éter”, que incluiu ainda buscas em entidades públicas e sedes de empresas.

Pedro Nunes/Reuters

O presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal foi o único dos cinco detidos no âmbito de uma investigação sobre viciação de procedimentos de contratação pública que concluiu o seu depoimento perante o Tribunal de Instrução Criminal (TIC).

Segundo um advogado do processo, o interrogatório a Melchior Moreira terminou já na madrugada deste sábado.

As diligências foram retomadas na manhã deste sábado, com a audição, por esta ordem, dos arguidos Isabel Castro, diretora operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Gabriela Escobar, jurista daquela entidade, o empresário de Viseu José Agostinho e Manuela Couto, administradora da W Global Communication (antiga Mediana).

Outro advogado do processo adiantou, já na sexta-feira, que todos os arguidos iriam responder às perguntas do juiz de instrução criminal.

“Podem até vir a alterar essa pretensão, mas todos demonstraram vontade em falar”, disse então.

As medidas de coação serão divulgadas no final dos interrogatórios, subsistindo dúvidas sobre se isso poderá acontecer ainda sábado, no domingo ou mesmo na segunda-feira.

Os cinco arguidos foram detidos na quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da denominada operação “Éter”, que incluiu ainda buscas em entidades públicas e sedes de empresas.

Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois a três anos, que somados ultrapassam os cinco milhões de euros.

À Lusa, fonte policial, disse que em causa estão crimes de corrupção, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte do país.

“A investigação, centrada na atividade de uma pessoa coletiva pública, determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o desiderato de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”, assinalou a PJ, através da sua Diretoria do Norte.

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