Congresso e eleições diretas do PS agendadas para maio

As eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, as terceiras às quais António Costa concorre, vão decorrer entre os dias 11 e 12 de maio.

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A Comissão Nacional do PS aprovou hoje, por unanimidade, a proposta para que o congresso deste partido se realize na Batalha, distrito de Leiria, entre 25 e 27 de maio, disse à agência Lusa fonte oficial socialista.

Tal como estava previsto, as eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, as terceiras às quais António Costa concorre, vão decorrer entre os dias 11 e 12 de maio.

Inicialmente, a Comissão Permanente do PS apontou Matosinhos para local do Congresso Nacional, mas, segundo fonte socialista, o secretário-geral, António Costa, pretendeu transmitir “um sinal de maior descentralização” quanto às prioridades do seu partido.

“Face às propostas existentes para local do congresso, o Secretariado Nacional do PS acabou então por optar pelo município da Batalha. A reforma da descentralização é uma das principais prioridades políticas do Governo e do Grupo Parlamentar do PS em 2018”, justificou à agência Lusa um membro da direção deste partido.

A Comissão Nacional do PS confirmou também a proposta feita pela Comissão Permanente dos socialistas para que o ex-secretário de Estado da Indústria João Vasconcelos seja o presidente da Comissão Organizadora do Congresso (COC).

A equipa proposta para a COC, de resto, foi igualmente aprovada por unanimidade, com a minoria liderada pelo dirigente socialista Daniel Adrião a conseguir incluir já um dos seus elementos nesse elenco.

Em declarações aos jornalistas, António Costa defendeu que o próximo congresso do PS “deve servir para debater as grandes questões do futuro, em particular a alteração do paradigma energético decorrente das alterações climáticas, as questões da sociedade digital e a manutenção do Estado social num contexto de desequilíbrio demográfico”.

“O grande desígnio é melhor emprego e emprego mais justo. Temos também os desafios da qualificação, designadamente a formação ao longo da vida, a reforma da zona euro e a estratégia de Portugal na próxima década na União Europeia”, acrescentou.

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