Contabilistas certificados voltam às urnas a 8 de fevereiro

Nenhum candidato conseguiu a maioria absoluta nas eleições de 20 de dezembro. Ex-assessora de Domingues de Azevedo leva a dianteira.

A Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) vai realizar a 8 de fevereiro a segunda volta das eleições para eleger os seus órgãos sociais para o quadriénio 2018-2021, depois de nenhum dos candidatos ter logrado conquistar a maioria dos votos nas eleições de 20 de dezembro.

Nestas primeiras eleições sem António Domingues de Azevedo, histórico líder do sector, falecido em 2016, a lista A, liderada por Paula Franco, foi a mais votada, seguida pela lista D, liderada por José Araújo.

Os restantes lugares foram ocupados pela lista B, que tinha Filomena Martins como candidata a bastonária, e a Lista C, liderada por António Lopes Pereira.

Segundo os dados divulgados pela OCC, a Lista A obteve a maioria absoluta para a Assembleia Representativa e foi igualmente a lista mais votada para os órgãos de Bastonário e Conselho Diretivo, Conselho Jurisdicional e Conselho Fiscal.

“Como não obteve a maioria absoluta, irá disputar com a lista D a segunda volta”, acrescenta.

Segundo a assembleia geral eleitoral da OCC, votaram 14.235 contabilistas certificados, de um universo de cerca de 70 mil profissionais.

Na disputa para o principal órgão executivo, o de Bastonário e Conselho diretivo, a Lista A obteve 6.081 votos, a lista D 2.626 votos, a lista B 2.257 votos e a lista C 1.364 votos.

Pela primeira vez os contabilistas registados puderam votar presencialmente em todas as capitais de distrito, em vez de serem obrigados a fazê-lo por correspondência ou a deslocar-se à sede da Ordem, em Lisboa.

Eleições ainda envoltas em polémica

As eleições para a OCC estão, ainda, envoltas em polémica porque a Lista A, encabeçada por Paula Franco, que foi assessora de Domingues de Azevedo na OCC, interpôs uma ação judicial em que contesta a legalidade das restantes três listas.

Isto mereceu um comunicado conjunto dos candidatos a bastonário pela Lista B, Filomena Martins, pela Lista C, António Lopes Pereira, e pela lista D, José Araújo. No comunicado, os candidatos contestam que uma das listas concorrentes tenha interposto uma ação judicial no Tribunal Administrativo de Lisboa, com o “objetivo de impugnar as suas candidaturas”.

Paula Franco justifica a ação com a necessidade de supervisão de um processo em que diz que a comissão eleitoral não foi isenta. Já na marcação da data das eleições houve polémica com o presidente da mesa da assembleia geral, Manuel dos Santos.

Desde a morte de Domingues de Azevedo, a OCC tem como bastonária a então vice-presidente Filomena Moreira, que é candidata, pela Lista A, novamente como vice-presidente da Direção.

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