Corrupção na legalização de imigrantes: Polícia Judiciária faz buscas a advogados e a funcionários do SEF, Finanças e Segurança Social

A PJ tem 240 inspetores no terreno. Esta rede atuava há vários anos e em troca de subornos aprovava a legalização de imigrantes de forma fraudulenta, que eram usados para fins de escravatura laboral ou exploração sexual por redes mafiosas.

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar uma megaoperação no âmbito do combate à corrupção na legalização de imigrantes, avança a TVI 24 esta terça-feira, 15 de outubro.

A PJ já deteve mais de 20 suspeitos, incluindo dois trabalhadores da Segurança Social, dois trabalhadores da Autoridade Tributária, uma inspetora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e três advogados.

Esta rede atua há vários anos e em troca de subornos aprovava a legalização de imigrantes de forma fraudulenta, segundo a TVI.

A Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da PJ investigava esta rede criminosa há mais de três anos. Os funcionários do Estado corrompidos tinham ligações com redes mafiosas ligadas a exploração e no tráfico de imigrantes, com propósitos de escravatura laboral ou sexual em Portugal ou noutros países europeus.

Portugal servia assim de porta de entrada na Europa. Obtidos os documentos em Portugal, os migrantes podiam se deslocar facilmente pela União Europeia.

  • Notícia em atualização

Os funcionários agora detidos, numa investigação com mais de três anos da Unidade Nacional de Contra-terrorismo da PJ, são suspeitos de se deixarem corromper por redes mafiosas bem estruturadas, com as quais têm ligações e que apostam na exploração e no tráfico de imigrantes, muitas das vezes com fins de escravatura laboral ou sexual, em Portugal e noutros países do espaço Schengen, para onde seguem depois de o nosso país lhes servir de porta de entrada na Europa.

A operação de hoje, sabe ainda a TVI, é presidida por juízes e magistrados do Ministério Público e conta com 240 inspetores da PJ no terreno, que fazem, além das detenções, buscas na Autoridade Tributária e na Segurança Social, além de domiciliárias e em escritórios de advogados.

 

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