Cortes de custos no Deutsche Bank chegam até à fruta dos funcionários

O banco alemão registou, em 2017, perdas de 497 milhões de euros o que corresponde a 63,3 por cento menos do que em 2016. O plano de corte de custos implica o despedimento de sete mil pessoas.

O novo diretor executivo do Deutsche Bank, Frank Kuhnke, está a aplicar profundas reduções nos custos do banco alemão, que já valeram a alcunha de Frank, the Tank (o tanque, em português), de acordo com a agência Bloomberg. No meio dos cortes, a fruta disponível gratuitamente para os funcionários foi vista com um gasto desnecessário.

Os banqueiros de investimento da maior instituição financeira da Aleamha irão passar a viajar em classe económica e poucos são autorizados a participar de conferências. Os responsáveis ​​pelas diferentes áreas do banco não podem exceder os orçamentos pré-estabelecidos sob nenhuma circunstância, segundo fontes do banco citadas pela agência.

Kuhnke reporta diretamente a Christian Sewing, CEO do Deutsche Bank, que terá dito aos executivos que, caso não demonstrem capacidades de controlar as despesas, não são fiáveis para aumentar os lucros do banco. A maior parte do plano de ajuste virá da demissão de 7.000 profissionais, dos quais cerca de 2.000 já saíram desde o início do ano.

O Deutsche Bank registou, em 2017, perdas de 497 milhões de euros o que corresponde a 63,3 por cento menos do que em 2016, devido à reforma fiscal da União Europeu. O maior banco da Alemanha sofreu perdas pelo terceiro ano consecutivo, com números negativos da ordem dos 1.350 milhões de euros em 2016 e de quase 6.800 milhões de euros em 2015.

Antes da aplicação dos impostos, em 2017, o banco conseguiu 1.289 milhões de euros em relação às perdas de 810 milhões do ano anterior.