Costa: “A escola é um local seguro. Sacrificar de novo mais um ano letivo seria altamente prejudicial”

“No primeiro período o número de surtos foi diminuto e o número de casos num universo de 1,2 milhões de pessoas não teve um peso significativo. Por isso, vamos manter as escolas abertas em todos os seus escalões, desde o pré-escolar ate ao ensino pós-universitário”, disse hoje o primeiro-ministro.

António Costa | Twitter

O primeiro-ministro defendeu hoje a decisão do Governo de manter todas as escolas abertas em Portugal continental durante o novo período de confinamento que dura até 30 de janeiro, destacando que o número de casos não tem sido elevado desde o arranque do ano letivo.

“Verificámos que ao longo de todo o primeiro período que o número de surtos foi diminuto e o número de casos num universo de 1,2 milhões de pessoas não teve um peso significativo. A escola é um local seguro e a escola e um local essencial ao processo de aprendizagem”, disse hoje António Costa durante o briefing do Conselho de Ministros.

“Sabemos que o ensino presencial é fundamental para a qualidade da aprendizagem. Sabemos bem os custos do ano letivo passado, as crianças sofreram com a interrupção da atividade letiva presencial, não obstante todo o esforço que os professores fizeram por seguir os seus alunos através de computador, telemóvel, através do Estudo em Casa, foi um esforço enorme, mas nada substitui o ensino presencial”, afirmou esta quarta-feira.

António Costa disse que o “primeiro período correu muito bem, não há evidência para que haja alguma razão para que corra mal, e é por isso que tendo nós pesado os prós e os contras da decisão, entendemos que neste caso os prós claramente superam os contras, não podemos sacrificar mais uma vez uma geração que é a que nos dará continuidade”.

“Sacrificar de novo mais um ano letivo seria altamente prejudicial, por isso, vamos manter as escolas abertas em todos os seus escalões, desde o pré-escolar ate ao ensino pós-universitário”, avançou hoje após o Conselho de Ministros.

O Estado de Emergência vigora das 00h00 do dia 15 de janeiro, próxima sexta-feira, até às 23h59 do dia 30 de janeiro.

Dez meses depois do início da pandemia no país, Portugal ultrapassou hoje a barreira do meio milhão de infetados, com um 507.108 casos confirmados de Covid-19, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS). Nas últimas 24 horas foram também batidos dois recordes diários: o número de novos casos diários atingiu 10.556 novos casos, e o número de vítimas mortais atingiu as 156 pessoas, para um total de 8.236.

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