Costa: “A ideia de que sem Europa ficamos mais seguros e autónomos é um erro básico”

O primeiro-ministro defende que o sentimento de integração é cada vez maior e os portugueses se sentem cada vez menos “tuteladas” pela Europa e mais parte do projeto de interesse comum.

Reuters

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta quinta-feira que a União Europeia é “uma mais-valia” para os países europeus, em áreas como a segurança, economia e inovação. António Costa defende que o sentimento de integração é cada vez maior e os portugueses se sentem cada vez menos “tuteladas” pela Europa e mais parte do projeto de interesse comum.

“A Europa é em todas as circunstâncias, uma mais-valia. A ideia de que sem Europa ficamos mais seguros, mais autónomos e mais senhores do nosso destino é um erro básico”, afirmou António Costa, no debate “Que futuro para a Europa?”, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), com o comissário europeu para os assuntos económicos e financeiros, Pierre Moscovici.

O primeiro-ministro acredita que as principais preocupações dos cidadãos europeus em relação à Europa é se esta consegue dar efetivamente resposta aos seus problemas. “As razões pelas quais há populismo são que as pessoas sentem que não há resposta para os seus problemas e o facto de pensarem que a Europa eliminou a essência e a alternaltiva política que permita as cidadãos escolher qual a melhor resposta para os problemas que têm”, considerou.

“Nenhum estado está em melhores condições de resolver qualquer problema sem a Europa”, defendeu o líder português, sublinhando a importância do projeto europeu. “Não regulamos melhor a globalização, sem uma política comercial comum. Não fazer a transição para a sociedade digital, sem um investimento comum na inovação. Não gerimos melhor os fluxos migratórios, cada um por si. Não combatemos melhor o terrorismo, sem uma maior cooperação entre as forças policiais. Nem respondemos melhor às ameaças externas, sem um projeto de defesa comum”, exemplificou.

O líder português defendeu ainda que, apesar de termos regras comuns, “podemos ter liberdade de escolha e soberania democrática nas nossas escolhas”. “É um pouco como uma família. Nas famílias também temos regras comuns, mas apesar de tudo cada tem a sua liberdade”.

 

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