Covid-19: Federação intersindical alerta para perda de “muitos postos de trabalho” na informação médica

O aumento do recurso a meios digitais na visitação de hospitais por profissionais da indústria farmacêutica pode levar “à perda de muitos postos de trabalho”, alerta a Fiequimetal, numa reunião com a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), que, diz Federação Intersindical, partilha esta preocupação.

O aumento do recurso a meios digitais na visitação de hospitais por profissionais da indústria farmacêutica pode levar “à perda de muitos postos de trabalho”, alertou a Fiequimetal, numa reunião com a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), que, diz Federação Intersindical, partilha esta preocupação. para a retoma da atividade dos profissionais de informação e visitação médica junto dos profissionais de saúde vão ser reclamadas medidas ao Governo: a visitação presencial no hospitais através da criação de áreas dedicadas para o efeito e “blocos” no horário assistencial dos médicos para que estes possam alocar tempo a estes profissionais.

“Deu-se assim continuidade às reuniões com entidades ligadas direta ou indiretamente à atividade dos profissionais de informação médica, pela dignificação do seu trabalho e pela efetiva retoma da sua atividade em condições de segurança”, acrescenta a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas.

A Federação Intersindical dá conta nesta segunda-feira, 23 de novembro, que o acesso aos hospitais pelos profissionais da indústria farmacêutica foi discutido no dia 18 de novembro, numa reunião que a Fiequimetal solicitou à APAH. Os dirigentes da Fiequimetal, como se refere numa informação aos trabalhadores deste sector, reuniram-se com o secretário-geral da APAH, Miguel Lopes, e a coordenadora técnica, Alexandra Santos.

A federação intersindical que representa os sindicatos da indústria farmacêutica reafirmou que “é necessária uma orientação nacional e não medidas avulsas, que podem ser bastante discriminatórias e incompreensíveis”, recordando que para procurar responder à situação de pandemia, tem-se verificado um alargamento da utilização dos meios digitais para a atividade dos profissionais de informação médica, em substituição da atividade presencial.

“Mas, como é opinião generalizada dos profissionais de visita médica e dos próprios médicos, nada substitui uma visita presencial, com contacto humano”, frisa a Fiequimetal, acrescentando que além disso, os meios e métodos de trabalho à distância têm demonstrado diversos pontos fracos, “impedindo muitas vezes que a atividade profissional seja feita da melhor maneira, criando barreiras e dificuldades”.

Segundo a Federação, a APAH declarou que, nesta fase, há uma oportunidade de mudança, para “atualizar, modernizar e dignificar mais” a profissão.

A Fiequimetal reforçou ainda a ideia de que “uma maior aposta no uso dos meios digitais pode levar à perda de muitos postos de trabalho, devido ao oportunismo de certas empresas”, sinalizando que “está atenta a este perigo e a trabalhar para o combater, posição que mereceu apoio dos representantes da APAH”.

Na reunião foi defendida a necessidade da criação de “blocos” no horário assistencial dos médicos (horário de trabalho), para que estes possam alocar tempo à visitação (mesmo que seja feita à distância). Houve também concordância na ideia de que, para a visitação presencial, os hospitais devem ainda criar áreas dedicadas.

Para a Fiequimetal, a reunião foi ”bastante positiva e produtiva, mostrando que existe uma convergência de ideias e preocupações de ambas as entidades”, concluindo que foi assumida a disponibilidade da APAH para apoiar um documento (tomada de posição) que a Fiequimetal apresente junto do Ministério da Saúde, sobre as medidas necessárias a serem implementadas para a retoma da atividade dos profissionais de informação e visitação médica junto dos profissionais de saúde.

 

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