Crédito y Caución prevê que as insolvências na UE aumentem 2% este ano e 3% em 2017

Após a decisão de Brexit, prevê-se que as suas insolvências aumentem 2% em 2016 e 3% em 2017. A revisão das previsões está igualmente a afetar a confiança em muitos outros países da zona euro, particularmente aqueles com alta exposição ao Reino Unido.

Bogdan Cristel/Reuters
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O ambiente de insolvências na maioria dos mercados desenvolvidos registou, este ano, pouca ou nenhuma melhoria. Esta é a principal conclusão do último relatório difundido pela Crédito y Caución, que alerta sobre o agravamento das perspetivas de insolvências em linha com as revisões em baixa das previsões de crescimento do PIB.

A perspectiva geral piorou, agora que as previsões do PIB foram revistas em baixa na sequência do referendo britânico que ditou o Brexit e num contexto de procura global moderada. Após a decisão do Reino Unido sair da União Europeia, prevê-se que as suas insolvências aumentem 2% em 2016 e 3% em 2017. A revisão das previsões está igualmente a afetar a confiança em muitos outros países da Zona Euro, particularmente aqueles com alta exposição ao Reino Unido.

A Crédito y Caución prevê 0% de melhoria nas insolvências em mercados avançados, tanto em 2016 como em 2017, o que é o mais fraco desempenho desde 2009. O ambiente de insolvências na maioria dos mercados desenvolvidos registou, em 2016, pouca ou nenhuma melhoria e no próximo ano será igual, revela o último relatório difundido pela Crédito y Caución, que alerta sobre o agravamento das perspetivas de insolvências em linha com as revisões em baixa das previsões de crescimento do PIB.

O relatório realça os efeitos do Brexit, que afetam a confiança em muitos mercados desenvolvidos e geram volatilidade no mercado financeiro.

Para Portugal, o estudo compara os anos desde 2007 até 2016 e a percentagem de crescimento anual das insolvências começou a aumentar em 2008, ano da crise financeira (+54%); 2009 (+36%); 2010 (+16%); 2011 (+18%); 2012 (+42%); 2013 (+8%); 2014 (-9%); 2015 (+12%) e 2006 e aqui é uma estimativa anual porque o ano ainda está em curso (-2%).

O relatório prevê ainda para os Estados Unidos um aumento de 3% das insolvências, o que supõe uma alteração à tendência de queda que começou em 2011.

Na zona euro, onde a maioria dos países ainda enfrentam níveis de insolvência empresarial significativamente mais elevados do que em 2007, a Crédito y Caución espera melhorias, mas modestas.

“Num ambiente de moderação da procura global e de baixos preços das commodities, o crescimento dos mercados emergentes também será afetado”, avança o relatório divulgado pela seguradora de crédito. Em 2017 prevê-se igualmente uma estagnação das insolvências nos mercados emergentes, dada a fraqueza do ciclo económico.

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