Crescimento homólogo da produção industrial acelerou para 3,8% em abril

Índice de produção industrial subiu mais 1,7% quando comparado com os 2,1% do mês de março. Ao nível das variações mensais o índice de produção industrial passou dos 4% de março, para os 3,1% em abril.

O ritmo de crescimento homólogo do índice de produção industrial português acelerou em 1,7 pontos percentuais em abril, face a março, para 3,8%, a mais alta taxa de crescimento desde outubro, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os grupos de “Bens de Investimento” e de “Energia” foram os que mais influência tiveram na variação do índice do agregado, com contributos de 1,9 pontos percentuais e 1,7 pontos percentuais respetivamente.

Os “Bens de Investimento” aceleraram a variação homóloga de 3,4% em março para 13,9%, em abril, enquanto os “Bens de Energia” desaceleraram de 18,4% em março, para 8,9% em abril.

Já o índice dos “Bens de Consumo” contribuiu de forma positiva com 1,1 pontos percentuais, que deu origem a uma taxa de variação de 3,3%, menos 2,1% que no mês anterior.

Por sua vez os “Bens Intermédios” foram os únicos a ter um registo negativo com a variação do índice agregado de menos 0,9 pontos percentuais, a ser o resultado da redução de menos 2,6%, menos 3,2% que no mês abril.

Em termos de variações mensais o índice de produção industrial passou dos 4% de março, para os 3,1% em abril. O setor da “Energia” teve o contributo mais relevante, com menos 2,0 pontos percentuais, numa variação do índice total, originado por uma variação mensal de 17,3%, menos 9,2%, que os 26,5% registados no mês de abril.

Os “Bens de Consumo” e “Bens Intermédios” registaram igualmente contributos negativos, menos 1,0 pontos percentuais e menos 0,5 pontos percentuais, respectivamente. Este resultado deve-se às taxas de variação de menos 3,0% e menos 1,5% (2,6% e menos 4%, em março), respetivamente.

A única contribuição positiva foi do agrupamento de “Bens de Investimento” com 0,3 pontos percentuais, na sequência da variação mensal de 2,3%, menos 1,1% que no mês de março.