Cristas diz que voto no CDS é “seguro” para alternativa de “centro e de direita”

Líder centristas sublinhou que as duas semanas oficiais de campanha eleitoral serão “muito intensas” e que “todos os dias é importante que as pessoas fiquem esclarecidas quanto às ideias, as propostas”.

Cristina Bernardo

A presidente do CDS-PP desvalorizou este domingo as sondagens e disse que quem vota no seu partido tem o voto “seguro” para um “alternativa de centro e de direita em Portugal”.

“Não há nenhum voto na urna neste momento. O dia decisivo é o dia 06 [de outubro]. Há muitas pessoas que estão indecisas. Há muitas pessoas que ainda não decidiram o seu sentido de voto”, disse Assunção Cristas.

A líder do CDS-PP falava aos jornalistas, na Guarda, durante uma visita à Feira Farta, um evento anual que reúne cerca de 420 produtores e tem como objetivo valorizar o mundo rural e divulgar os produtos locais.

“Estamos a começar agora uma campanha eleitoral. Serão duas semanas muito intensas em que todos os dias é importante que as pessoas fiquem esclarecidas quanto às ideias, as propostas, as prioridades de cada partido, e em consciência possam decidir o sentido do seu voto. Sabem que no CDS têm um voto seguro, um voto por uma alternativa de centro e de direita”, declarou.

Questionada sobre se a subida do PSD nas sondagens é importante para o CDS-PP, respondeu: “O que é importante é que nós todos possamos trabalhar no sentido de ter uma alternativa de centro e de direita em Portugal”.

“E aquilo que eu tenho dito muitas vezes é que o CDS está aqui para somar para uma resposta de centro e de direita. Isso faz-se, como sabemos, com o parlamento com uma maioria, que são 116 deputados. É para isso que nós queremos trabalhar”, rematou.

A líder do CDS-PP referiu que os dirigentes do seu partido estão “focados e empenhados na única sondagem que é a certa, que é a do dia 06”.

“E, nestes dias, a minha preocupação e o meu foco é explicar às pessoas porque é que é faz sentido votar no CDS. E, aqui no interior faz sentido votar no CDS para baixar os impostos e ter um verdadeiro estatuto fiscal no interior, para apostar na agricultura e também para trazer para aqui o mundo digital”, justificou.

Cristas disse ter encontrado na Guarda “muitas pessoas” que lhe disseram que vão votar no CDS-PP, por isso pediu que levassem as propostas e que as entregassem a “alguém que esteja indeciso”, porque o partido precisa “de todos os votos”.

“Nós pedimos os votos das pessoas em concreto para dar força a ideias e a propostas”, afirmou.

Na visita à Feira Farta da Guarda Assunção Cristas, que esteve acompanhada pelo cabeça-de-lista pelo distrito, Henrique Monteiro, entre outros candidatos e dirigentes locais do CDS-PP, ouviu preocupações de agricultores que se queixaram das dificuldades sentidas no escoamento dos seus produtos.

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