CTT e Mota-Engil pressionam PSI 20 a fechar no ‘vermelho’

A bolsa de Lisboa perdeu 0,44%, para 5.636,79 pontos. Ramiro Loureiro, Mtrader do Millennium Investment Banking, sublinha a “essão negativa para os índices europeus”, que é transversal a todos os setores de atividade. “A ‘guerra comercial’ voltou a ser tema para os mercados depois de Trump anunciar novas tarifas à importação de produtos chineses”, afirma.

Reuters/Lucas Jackson
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A bolsa portuguesa encerrou a sessão desta quarta-feira, dia 11 de julho, em terreno negativo, partilhando o desânimo das suas congéneres europeias. O principal índice bolsista, PSI 20, perdeu 0,44%, para 5.636,79 pontos, pressionado pelas desvalorizações da Mota-Engil (-2,27%), dos CTT – Correios de Portugal (-1,37%), bem como de cotadas como a NOS (-0,28%) e a Sonae ( -0,98%).

A negociar no ‘vermelho’ destacou-se também a Galp Energia, que perdeu 1,48%, a Navigator, que caiu 0,39%, a Corticeira Amorim, que tombou 1,38%, e a Ibersol, que depreciou 2,03%.

Em contraciclo, com ganhos, estiveram os títulos do BCP (+0,27%, para 0,2581 euros), após o banco anunciar que assinou um protocolo para criação da Linha Capitalizar 2018, em parceria com o IAPMEI, a SPGM, as Instituições de Crédito, as Sociedades de Garantia Mútua e a PME Investimentos.  A ‘verde’ ainda a Altri (+0,11%), a Jerónimo Martins (+0,12%) e a EDP – Energias de Portugal (+0,43%).

“Sessão negativa para os índices europeus (e transversal a todos os setores de atividade). A ‘guerra comercial’ voltou a ser tema para os mercados depois de Trump anunciar novas tarifas à importação de produtos chineses. A China disse ser obrigada a retaliar perante este cenário”, assinala Ramiro Loureiro, Mtrader do Millennium Investment Banking.

Segundo o mesmo analsita, os setores diretamente ligados à evolução das commodities “foram os mais afetados (Recursos Naturais e o Energético), numa altura em que o barril de crude vai corrigindo 2%”. “Em Wall Street temos perdas mais ténues com a Walt Disney a figurar no lote de mais animadas”, acrescenta, numa nota de mercado.

Na Europa, o sentimento que reinou no fecho foi pessimista. O francês CAC 40 desvalorizou 1,48%, o holandês AEX recuou 1,31%, o britânico FTSE 100 deslizou  1,30%, o italiano FTSE MIB caiu 1,58%. Na mesma linha, o espanhol IBEX 35 depreciou 1,57% e o DAX alemão perdeu 1,53%.

No setor petrolífero, o preço do barril de Brent, que serve de referência para a Europa, resvala 3,27% para 76,28 dólares, enquanto o crude WTI quebra 2,36%, para 72,36 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro descamba 0,24%, para 1,1716 dólares, e a libra desliza 0,32%, para 1,3234 dólares.

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