CTT pagou 1,17 milhões para mudar o administrador financeiro

Saída antecipada do administrador financeiro, André Gorjão Costa custou 1,17 milhões de euros aos CTT, quase metade da remuneração de toda a comissão executiva no ano passado.

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A saída de André Gorjão Costa antes do fim do mandato custou aos CTT 1.173,1 mil euros.

Segundo o Relatório do Governo das Sociedades da empresa liderada por Francisco Lacerda, no capítulo «Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício» é dito que, “na sequência de acordo de cessação de funções celebrado entre a Sociedade e o anterior Administrador executivo, André Manuel Pereira Gorjão de Andrade Costa, cessação essa comunicada ao mercado em 19 de dezembro de 2017, os CTT registaram a 31 de dezembro de 2017 um gasto com pessoal de 1.173.111 euros respeitante ao valor global máximo a liquidar pela Sociedade àquele ex-Administrador no contexto da referida cessação antecipada de funções ocorrida durante o exercício de 2017”.

A Egon Zehnder foi a consultora internacional escolhida para tratar da mudança de administrador financeiro dos CTT, anunciada no passado dia 19 de dezembro, tal como avançou o Jornal Económico.

O mandato de André Gorjão Costa iria terminar em 2019, mas antes que esse mandato acabasse, o CFO dos CTT foi confrontado com a decisão do Conselho de Administração da empresa liderada por Francisco de Lacerda, de o substituir.

Para o seu lugar a Egon Zhender escolheu Guy Pacheco que irá completar o mandado até 2019.

A mudança de CFO aconteceu na sequência do descontentamento dos acionistas depois de dois profit warnings (revisão em baixa das estimativas de resultados) num ano – um em março e outro no fim de outubro do ano passado.

A remuneração base de André Gorjão Costa totalizou, em 2017, 631,7 mil euros, sendo 446,5 mil euros remuneração fixa.

A Comissão Executiva recebeu ao todo (remuneração variável e fixa) em 2017 cerca de 3,2 milhões de euros (3.258.375,92 euros).

 

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